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Perder o controle era algo cotidiano para Riddle.
Em toda a escola, não haveria uma pessoa que não tivesse uma história sobre o péssimo temperamento de Riddle; seu histórico de perda de controle sobre sua própria ira era imenso, ainda mais durante seu segundo ano. Mesmo depois de sua evidente melhora, aquelas fofocas persistiam, o que era de se esperar.
Riddle tinha se tornado melhor em controlar sua raiva, mas nada, absolutamente nada poderia prepará-lo para o choque em não conseguir controlar seu próprio desejo.
Respirações ofegantes, corpos suados, mãos trêmulas. Riddle deixou a cabeça pender para trás, fechando os olhos firmemente quando sentiu a língua de Ace em um local sensível de seu pescoço. Não conseguia parar de mover seu quadril, não conseguia controlar aquela fome descontrolada. O membro duro e pulsante abaixo de si não ajudava em nada.
Nem mesmo conseguia lembrar como parou naquele estado — sentado no colo de Ace, gemendo como se tivesse vizinhos de quarto. Eles deveriam estar estudando, principalmente por estarem tão próximos das provas finais, mas no fundo, Riddle sempre soube que ficar em um local fechado com Ace, sozinho, não os levaria a lugar algum.
Desde o começo da relação deles, no fim do primeiro ano de Ace, Riddle percebeu que seu estômago se revirava com a possibilidade de ficar sozinho com Ace. Seu corpo se arrepiava com a probabilidade de um beijo, de um toque singelo na mão ou no início das costas. Os sonhos chegaram um pouco depois. Riddle acordava com a calcinha molhada, rosto corado e um vazio em seu interior que só podia ser saciado com algo que ele não podia ter — ainda.
O anel de castidade em seu dedo anelar direito brilhava na luz sublime do quarto, iluminado agora apenas por abajures. Riddle arfou, fincando ainda mais as unhas nos ombros desnudos de Ace, deixando meias luas avermelhadas. A visão daquele anel trouxe um pouco de claridade à sua mente, mas foi tão rápido quanto um piscar de olhos. O pulsar no meio de suas pernas era mais intenso, mais forte, mais faminto.
— Ace… Espera… — A súplica saiu com um gemido. As mãos de Ace puxaram o quadril de Riddle de encontro ao dele; o membro de Ace deslizou contra o material fino da calcinha branca de Riddle, fazendo-o se contrair ao redor de nada.
Aquele vazio sombrio o aterrorizava. Riddle necessitava de algo a mais. Nem mesmo dedos seriam suficientes, e não era como se ele pudesse usá-los. Qualquer tipo de penetração era proibida dentro da promessa que fez quando tinha dez anos de idade — a promessa de perder a virgindade apenas quando fosse maior de vinte, quando tivesse encontrado seu verdadeiro amor. “Não seria suficiente,” pensou Riddle em um momento de ainda mais desespero, “meus dedos não seriam nem perto de ser suficiente!”
O que Riddle realmente precisava era do pau de Ace. O que ele realmente precisava era ser fodido até ficar bobo, babando e cansado demais para até levantar um dedo. Ele precisava de Ace no meio de suas pernas — língua, dedos, e tudo o que pudesse oferecer. Riddle precisava de Ace, necessitava dele a ponto de querer chorar, mas ele não podia. Ainda não.
Ace tocou o fim de suas costas, deslizando uma mão por debaixo da blusa larga que Riddle vestia — blusa essa que pertencia a Ace: era sua blusa de treino de basquete. As costas de Riddle arquearam lindamente. Ace era como um maestro e o corpo de Riddle eram os musicistas que seguiam cada passo e reagiam devido ao que o maestro mandava.
Arrepios tão intensos que pareciam elétricos dançavam pela pele de Riddle. A mão fria de Ace deslizava por toda sua coluna, puxando Riddle para mais perto, criando ainda mais fricção entre suas intimidades próximas.
— Eu sei de algo que podemos fazer. Um… experimento. — A voz de Ace estava carregada com luxúria, pesada com desejo. Riddle tremeu; seus quadris se chocaram, fazendo-os gemer baixo.
— Experimento? — Riddle perguntou com a voz baixa, as bochechas quentes agora tocavam o ombro de Ace, se acomodando no calor do namorado.
— Vai ser divertido, e tudo dentro da sua promessa, eu prometo.
Riddle arfou quando Ace, usando as duas mãos, puxou o corpo de Riddle para longe do seu, o jogando de costas na cama. Respirando ofegante, Riddle olhou para Ace com os olhos lacrimejados, bochechas tão vermelhas quanto seu cabelo. Ace abriu um sorriso ladino. As pupilas dele estavam quase pretas de tão dilatadas. Aquela cena fez com que Riddle tremesse, sentindo-se ficar ainda mais molhado.
Suas pernas estavam bem abertas, cada uma de um lado do quadril de Ace. Riddle não estava usando short, apenas a calcinha branca de algodão e a blusa do namorado. Gostava de dormir à vontade e estava acostumado a ficar sem binder perto de Ace. Riddle deixou todos seus muros cair, tornou-se vulnerável ao redor de seu amado, confiando nele cegamente. A paixão fervorosa em seu peito chegava a arder de tão intensa. O primeiro amor sempre era o mais forte, afinal de contas.
— Você confia em mim, Ricchan? — O apelido carinhoso fez com que um sorriso gentil e tímido aparecesse nos lábios inchados de Riddle. Ele assentiu, pois realmente confiava em Ace. Como poderia não confiar na pessoa que estava gravada em seu coração?
Ace sorriu também, se inclinando até que ficasse cara a cara com Riddle — vermelho e azul. As bochechas de Ace estavam levemente coradas. Riddle fechou os olhos para receber aquele beijo que atiçou ainda mais as chamas queimando por todo seu corpo. Ace era como gasolina, aumentando as chamas que queimavam por todo lado. Riddle não conseguiu controlar seu gemido quando suas línguas se tocaram. Um pequeno rastro de saliva escorreu pelo canto da boca de Riddle quando se separaram. Ace o lambeu, provocativo.
— O que exatamente você vai fazer?
— Você vai gostar, Ricchan, não precisa se preocupar. — Disse Ace com uma piscadinha. Riddle corou ainda mais.
Ace levantou o tronco, ficando ereto na frente de Riddle. Aquele olhar faminto fez com que Riddle tentasse fechar as pernas, tentando criar alguma fricção que pudesse trazer o mínimo de prazer. Ele se sentia escorrer e sabia que haveria uma mancha escura em sua calcinha.
Com um sorriso gentil, Ace levantou a blusa de Riddle, deixando sua barriga exposta, assim como suas partes mais íntimas. A calcinha foi puxada para baixo, completamente retirada, e foi nesse momento que Riddle arregalou os olhos e tentou se levantar.
— E-Espera, Ace, o que… — Riddle parou de falar no meio da frase, sentindo o suor grudando em sua pele e o coração acelerado. Era como se todo seu corpo estivesse disparando sinais de alerta. Ace continuou sorrindo e abaixou sua cueca, deixando seu membro duro à vista, com a ponta vermelha e molhada. Riddle sentiu um aperto no coração. Aquela deveria ser uma cena que o excitaria, mas em vez disso, medo percorria cada parte de seu pequeno corpo.
— Shh, Ricchan, tá tudo bem, só confia em mim. — Ace o empurrou de volta, forçando-o a ficar quieto, mesmo quando tentou se levantar de novo. — Você confia em mim, não confia?
A respiração de Riddle estava entrecortada, seu peito doía e o coração estava disparado, mas quando Ace acariciou sua coxa e o beijou na testa, ele começou a relaxar novamente. Aqueles sinais de alerta eram bobos… Ace jamais faria algo para machucar Riddle, ele tinha certeza.
— Bom garoto, bom garoto. — Ace sussurrou no ouvido de Riddle, mordendo o lóbulo de um jeito quase brincalhão. Riddle sorriu, abraçando o pescoço do namorado com carinho. — Relaxa.
A instrução foi clara e Riddle deixou seu corpo relaxar. Ace se moveu com maestria, muito lentamente. Ele se posicionou no meio das pernas de Riddle, usando uma mão para segurar seu membro. Riddle se tensionou novamente, mas então, Ace esfregou seu pau em seu clitóris e todos os pensamentos foram trocados por puro êxtase.
Ambos gemeram e Riddle moveu o quadril em direção a Ace, fazendo o pau dele mergulhar ainda mais entre os lábios molhados e avermelhados, inchados e pulsantes. Ace deu duas batidas em seu clitóris e foi possível ver a linha de pré-gozo os conectando. Riddle gemeu alto, se segurando em Ace como se sua vida dependesse nisso.
Era bom, era extremamente bom. Seus nervos pareciam ter pifado e existia apenas prazer. Riddle estava tão molhado que o barulho do pau de Ace se movendo contra sua vagina eram altos. Aqueles barulhos o excita ainda mais e ele fechou as pernas ao redor da cintura de Ace, se movendo contra ele, sentindo aquele fogo se tornar tão grande que parecia prestes a matá-lo queimado. Riddle tremia, sentia arrepios passando por sua pele como descargas elétricas. O prazer era tanto que seus olhos se reviraram. Ace soltava grunhidos altos, aumentando a velocidade a cada instante. Toda vez que a cabeça do pau de Ace tocava o clitóris de Riddle, ele gritava, se contorcendo, arranhando os ombros de Ace com força.
— Ricchan, tão bom… — Ace deu outra estocada forte, fazendo Riddle revirar os olhos novamente. — Você tá tão molhado… Tudo isso é só pra mim?
Riddle virou a cabeça, envergonhado. Suas bochechas estavam queimando, e Ace riu, beijando sua testa novamente.
O momento de prazer era intenso. Riddle parecia perdido naquele mundo novo. Ele estava quase satisfeito, faltava apenas um pouco para chegar lá e ele sabia que seria mágico.
Foi também nessa hora que sentiu uma pressão em sua entrada e se contraiu, arregalando os olhos e tentando se afastar de Ace.
— Ace?
— Shh, Ricchan…
— Mas… Ace! Espera! — Riddle gritou, sentindo ainda mais daquela pressão. Era óbvio que Ace iria penetrá-lo. Pânico ressurgiu, os olhos de Riddle se arregalaram, olheiras de choque apareceram bem abaixo. Ele ficou pálido, e uma dor mínima, mas incômoda, surgiu quando Ace entrou nele.
— É só a cabeça, Ricchan, não faz mal.
— Não, Ace! Para! Para! Isso não está certo! Eu… — Mas Riddle não conseguiu terminar de falar, pois Ace se afundou dentro dele com força, fazendo-o gritar alto. A dor foi paralisante. Riddle arquejou, batendo nos ombros de Ace com toda a força que tinha, os olhos saltados e a boca escancarada. Suas pernas se mexiam, tentando se fechar em vão.
— Ricchan, não faça assim… — Ace segurou a cintura de Ace e deu uma estocada forte. Ele gemeu, xingando baixinho e sorriu para Riddle que ainda não conseguia dizer nada. — Você queria isso, não é verdade? Você tá tão molhado e tá me apertando tanto como se não quisesse nunca mais que eu tirasse meu pau de você.
Riddle balançou a cabeça, tentando novamente sair de perto de Ace. Lágrimas escorreram por seu rosto pálido, o suor grudando seu cabelo na testa.
— N-Não… Eu… confiei em você.
— Que tipo de namorado eu seria se não te desse o que meu amor quer? — Ace riu, se afundando ainda mais fundo e mais forte dentro de Riddle. — Você não pode reclamar, Ricchan, eu sinto como você tá pulsando pra mim… Você quer se pagar de bom moço, mas no fundo, é só uma putinha necessitada de pau. Não me culpe por te tratar como você merece, Ricchan, eu sei que você está gostando!
Riddle arfou, segurando agora no lençol, balançando a cabeça de um lado para o outro. A dor ainda estava lá, mas começava a se dissipar, e quando Ace começou a se mover mais forte enquanto tocava seu clitóris, Riddle se desmanchou, deixando gemidos escaparem por sua garganta.
— Eu sabia que você ia gostar, amor, eu tinha certeza. Olha só pra você. — Ace riu, agora usando uma mão para abrir ainda mais a buceta de Riddle, olhando bem para o local onde ambos estavam interligados. O líquido esbranquiçado ao redor de seu pau mostrava o quanto Riddle estava gostando daquilo. As manchas vermelhas de sangue não importam no momento.
Riddle ainda chorava. As lágrimas escorriam como uma cachoeira. O prazer estava presente, ocupando uma parte muito grande, mas a dor de ter sua confiança quebrada o assombraria por anos e anos.
— Ace… Para, por favor… — O gemido veio junto com um choramingo, e Ace riu, usando as duas para puxar as pernas de Riddle, deixando-o ainda mais exposto e quase o dobrá-lo no meio. O pau de Ace tocava o cérvix de Riddle o tempo todo por conta da posição atual e Riddle gritava, voltando a sentir uma dor exuberante. Ace tampou sua boca com a própria boca, o beijando de uma forma sádica.
— Tão bom, Ricchan, tão bom… Eu posso te fazer ficar grávida assim, não seria incrível?
Pânico, apenas pânico. Riddle balançou a cabeça novamente, sentindo o gosto salgado das próprias lágrimas na língua por conta da boca entreaberta.
— Duas meninas, o que acha? Ah! Você ficou ainda mais apertado, então quer dizer que gostou da ideia?
— Não… Ace, por favor…
— Tsk, estou ficando um pouco irritado, Ricchan... Para de fingir que não está gostando!
Riddle fechou os olhos e deixou as lágrimas escorrerem. Ace voltou suas pernas para baixo, agora levando dois dedos a seu clitóris, brincando com ele, apertando e batendo. Choques de prazer faziam o quadril de Riddle tremer. Ele sentia algo crescendo dentro de si, aquele fogo mais intenso do que nunca. Ainda chorando, Riddle arregalou os olhos e abriu a boca em um grito que nunca veio. Ace puxou suas pernas e o penetrou mais fundo, no mesmo tempo que Riddle esguichou, gozando no pau de Ace ao mesmo tempo que ele gozava dentro dele.
Toda o ar pareceu sair de dentro dos pulmões de Riddle. Ele transpirava, tremendo, ainda derramando lágrimas. Ace deu mais duas estocadas antes de sair de dentro de Riddle e enfiar dois dedos dentro dele, fazendo-o dar um gritinho de desconforto. Ace fez questão de colocar de volta a calcinha de Riddle.
— Viu, Ricchan? Eu disse que você ia gostar! — Ace estava muito tranquilo. O rubor nas bochechas começava a sumir e ele vestiu novamente a cueca, deitando-se ao lado de Riddle e o puxando para se deitar em cima de seu peito. — Você gostou não foi, Ricchan? Você gozou tão lindo pra mim.
Ace fazia carinho na cintura de Riddle, onde ele nem imaginava que teria marcas de dedos na manhã seguinte. Riddle se sentia vazio. As lágrimas ainda escorriam de tempos em tempos, mas seus olhos estavam focados em um ponto fixo do pescoço de Ace. Seu quadril doía e seu sexo também, mas sua mente parecia embaçada. O real significado de tudo aquilo ainda não tinha caído. Riddle só conseguiu pensar em Ace estava certo. Ele tinha gozado, tinha sentido prazer, e ele queria mesmo, não era verdade? Era sim. Então, talvez, Ace não estivesse tão errado assim…
A ficha do que tinha acontecido ainda não tinha caído. Só cairia na manhã seguinte, quando Riddle sentisse o arder em sua parte mais íntima, visse as marcas de mãos e o sangue no lençol. Ele só perceberia as consequências daquela noite um mês depois, quando começasse a vomitar e se sentir enjoado, quando o teste de gravidez fosse comprado e exibisse duas linhas.
Mas naquele instante, seu corpo estava desligado, quase pacífico — era seu cérebro o protegendo, pelo menos um pouco.
Naquele instante, Riddle se aninhou em Ace e fechou os olhos, adormecendo sem saber que em pouco tempo, haveria outra vida crescendo dentro de si.
