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Rating:
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Category:
Fandoms:
Character:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Series:
Part 1 of Spider Villain to Kill
Stats:
Published:
2023-11-16
Words:
742
Chapters:
1/1
Kudos:
9
Hits:
95

Spider Man no mundo de Heróis e Vilões.

Summary:

Tudo estava resolvido e Miles voltou a sua vida cotidiana. Poderia ter durado se ele arranjasse coisas menos perigosas para passar o tempo.

Quem poderia imaginar que tentar alcançar um universo não catalogado era má ideia?

Notes:

Foi uma ideia passageira e acabei escrevendo, mas provavelmente não irei mais a fundo. Podem pega-la e avançar a história se quiserem.

Work Text:

Miles finalmente conseguiu, com a ajuda de seus colegas e da Gwen, parar o maluco dos portais antes que os multiversos fossem destruídos.

Ele também evitou a morte de seu pai, para o desespero de muitos outros aranhas. O engraçado, bem-feito para quem falou o contrário, é que seu universo não começou a deteriorar-se com esse simples fato. Nunca foi a quebra espontânea dos chamados eventos canônicos que colapsava os universos, mas a interferência de seres fora da linha do tempo que faziam os universos colapsarem.

O melhor absoluto foi a cara de todos quando perceberam esse detalhe.

Não o poupou de ser repreendido. Muito.

Especialmente por seus pais, que agora sabem que seu filho é um super-herói clandestino. Não os impediu de deixarem seu filho de castigo até ele terminar a faculdade.

Também não o impede de brincar com o relógio de salto multidimensional quando ficou entediado da faculdade durante seu primeiro semestre.

Quem mandou as aulas do primeiro ano constarem apenas de teorias básicas supersimples cujo único propósito é ser decorado para provas?

O verdadeiro negócio é: primeiro um novo universo é escaneado e adicionado nas dimensões de salto depois de serem considerados estáveis. De preferência estável e tendo alguma correlação com o Spider-Verse. Mesmas pessoas, dinâmicas culturais, divisão dos continentes, humanos sendo a espécie dominante etc. Tudo para a segurança de todos e impedir imprevistos.

Miles descobriu que tentar acessar uma Terra não registrada apenas o deixa presa nela sem meios de saída.

O relógio te manda do ponto A ao ponto B. Tudo bem o ponto B ser uma surpresa, mas o ponto A precisa estar definido para os cálculos básicos funcionarem. Então agora ou Miles consegue redefinir os cálculos do relógio para não precisar do ponto inicial, que pode levar décadas de estudos exclusivos, ou esperar que a sua atual Terra seja inserida nos bancos de dados do relógio, que também pode levar décadas para ser feito.

Os pais dele vão matá-lo quando ele voltar ao seu universo. Isso se ainda não tiverem morrido de velhice.

Também há um pequeno problema com a lógica deste universo.

Todos os humanos aqui são descendentes de duas tribos místicas rivais que se odiavam (e se odeiam). Diante estresse e demais fatores, as pessoas podem despertar os poderes da tribo cuja maior afinidade está em seu sangue. Escravos corporativos, estudantes em semana de prova, alguém que quer muito uma pizza durante uma dieta ou alguém se afogando numa piscina pública por descuido do salva-vidas. Qualquer um pode despertar a qualquer momento. Convenientemente, uma tribo assumiu o controle da mídia e a confiança dos civis por ser mais “sã”.

Não que isso signifique qualquer coisa. Eles nomearam todos os descendentes que despertam os poderes da tribo rival de “vilões”. E possuem total autoridade para assassinar esses vilões simplesmente por existirem. E o fazem. Muito.

Uma das primeiras coisas que Miles testemunha do topo de um prédio ao entrar nesse universo é uma adolescente totalmente vestida de vários tons de rosa ser morta por um laser que sai da pistola de um homem de meia-idade. A menina, anteriormente Emma Rosier e posteriormente Pinker, era uma nova vilã de classe D cuja única habilidade era mudar a cor do cabelo das pessoas. Sua obsessão pela cor rosa a fez se tornar uma vilã cujo único objetivo era mudar a cor do cabelo de todas as pessoas deste país para elas ficarem lindas com a cor rosa.

Ela foi cogitada como uma ameaça ao bem-estar público e, sob a acusação de perturbação pública e ataque aos cidadãos, foi morta pelo Psyker de rank B, Tonny Ponny, depois dele seguir a trilha de cabelos rosa em seu desvio para ir comprar mantimentos no supermercado.

Miles assiste do alto do telhado quando os civis, ao invés de gritarem de medo e fugirem do assassino, baterem palmas e comemorarem quando seus cabelos voltam para suas cores naturais. Ele decide, então, que esse era outro universo fodido.

E os problemas nem começam por aí.

Sem documentos. Sem identificação. Sem saber se há outro Miles na cidade para evitar. Sem moradia ou plano sólido de conseguir comida. Sem credenciais para conseguir emprego. Sem informações sobre a estrutura cultural desse universo. Sem conhecimento prévio que quais ações podem mudar muito a linha atual de acontecimentos para causar um colapso no universo.

A pior parte absoluta? Aquela que ele ainda nem sabe?

Com poderes fora dos padrões Psykers. Ou seja, um vilão.

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