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Fandom:
Relationships:
Characters:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-02-23
Words:
3,657
Chapters:
1/1
Kudos:
7
Hits:
42

Sussurros

Summary:

Como esperado no País das Maravilhas, nada sai como Morpheus planeja e isso não é necessariamente ruim...

Notes:

Sabe aquele blábláblá de direitos autorais e indicativo e idade? Bom, repitam ele em suas mentes que essa história não é nossa e não queremos crianças lendo pornô. Obrigado!!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Um ano, um ano desde que ela morreu no mundo humano. Através dos espelhos ela ficou sabendo que Jenara também partiu, assim como o último de seus primos, deixando a Hospedaria e os portais a cargo da nova geração, inclusive de novos ovos Fabergé, já que Hubert entregou o negócio aos filhos e foi fazer companhia a seu sócio no jardim da Irmã Um. Ela estava feliz, Morfeu reinava com ela e eles eram uma boa dupla, mas faltava algo, talvez seu filho-sonho tão esperado e que ainda não veio, ou a menininha loira dormindo no berço que ela pinta.

Uma tarde a sensação se intensificou, algo estava acontecendo no País das Maravilhas. Então, quando Chessie chamou ela e Morfeu a sala do chá, ela apenas pegou a mão de seu rei e seguiu. O convidado já os esperava, sentado de costas para eles na pequena mesa, asas coloridas encolhidas e roupas de um vermelho quase negro.

-Jeb. - a voz de Alyssa é trêmula - Como…

Morfeu está em guarda, Jebediah era um mortal e estava morto, ele mesmo esteve no hospital quando ele morreu. Não podia ser real, Alyssa era dele, sua rainha.

-Alyssa… - Jeb se levanta e se vira, o coração dos dois intraterrenos dispara por motivos diferentes - Morfeu…

Enquanto esperança e incredulidade guerreiam nos olhos da Rainha Vermelha, o rei fica sombrio, nada de bom pode vir da presença desse mortal aqui, um mortal com asas.

-Como?

A pergunta seca de Morfeu quebra os olhares dos dois.

-Não tenho certeza. O que eu sei é que estava morto, totalmente morto, e então eu acordei na Hospedaria, com Nikki ao meu lado e descascando.

-Porque não me procurou antes? - Alyssa pergunta e Morfeu deseja que ela não pareça tão magoada - Fazem quatro anos.

-Eu estava literalmente descascando, Al. Eu não podia me mexer, nem falar até poucos meses, camada depois de camada de pele secou e morreu até eu chegar nessa forma.

-Mas Nikki estava aqui?

-A maior parte do tempo, mas ela me viu acordar e vinha de vez em quando. Hubert me manteve fora dos olhos curiosos…

-E se aposentou quando você saiu. - a voz de Morfeu era dura e havia raiva em suas feições - Traidorzinho…

-Como isso foi possível?

-Ele pegou mais que minha magia e a da Vermelha em Qualquer Outro Lugar…

 

-Sim, eu absorvi a essência dos exilados do País das Maravilhas, mas diferente da Al, minha parte humana era grande demais para a magia se manifestar, ela precisou morrer um pouco.

Isso e Jeb teve que visitar um determinado lugar para recuperar memórias e tapar buracos que ele não sabia que tinha em si mesmo. Foi um processo lento e doloroso, rasgar sua pele velha, física e mental, para ressurgir um mestiço no intramundo. Ele levou meses para reaprender a andar, falar e comer, depois outro tanto de tempo para aprender a usar sua magia e ir ao trem. Mas valeu a pena.

-Você é como eu agora, não é?

-Sim, Al. Um mestiço, com muito menos poder que uma Rainha, mas posso pintar novamente.

-A Irmã Dois…

-Fique tranquila. - ele se aproxima e acaricia o rosto que tanto sentia falta - O que eu dei a ela continua com ela, isso é outra coisa.

As marcas de Al atraem sua atenção por um momento, elas tem um brilho furta-cor do misto de sentimentos, ele as segue até encontrar os olhos mais lindos que já viu e se aproxima mais. Tem algo que ele deve entregar o mais rápido possível.

O beijo desse Jeb é diferente, mais forte que o do mortal, mas ainda repleto de emoções, ternura, carinho, amor, como foi enquanto eles viviam no mundo humano. As lembranças a acertam com força e ela se segura nele para não se perder.

O desejo a toma, sua metade intraterrena sentindo fome na tensão que paira no ar, Morfeu parece sentir também porque é atraído para ela.

-Ora, Morfeu. Não seja um estraga prazeres. - sua voz tem uma nota de malícia que ela se acha incapaz e Jeb arregala os olhos - Se você quer participar só precisa pedir.

Ela inverte as posições com Jeb, prendendo-o contra a parede com uma facilidade impossível, e ignora seu rosnado quando puxa Morfeu para um beijo rápido. Antes que o intraterreno processe adequadamente o que está acontecendo, ela o empurra contra o peito do outro, ambos ofegantes demais para esconder que querem o que ela está propondo. Surpreendentemente é Jeb quem dá o primeiro passo, puxando a cintura de Morfeu contra a sua, Alyssa aposta que ambos estão excitados, e inicia um beijo violento, todo línguas e dentes, como eles não pareciam ter coragem de beijá-la…

Ela ainda está beijando Jeb, mas sua mente está correndo tentando descobrir o porquê dessa memória em especial ter se perdido. Isso teria mudado tanta coisa, talvez esse seja o motivo, mas antes que ela pense demais, outra memória a assalta.

-Finalmente chegou a hora de expressar nossos sentimentos não correspondidos?

Jeb fica vermelho, na primeira vez ela pensou que era raiva, mas não é, há um brilho de preocupação e algo que parece muito com carinho em seus olhos. Ele não afasta os dedos de Morfeu tão rápido, na verdade, parece apreciar o toque, gentilmente tocando a pele pálida sob a camisa antes que o momento se desfaça com a dor do intraterreno…

Jeb se afasta e acaricia seu rosto de leve enquanto as imagens são processadas, as sensações que elas despertam jogando-a num misto de ciúme e vontade dignos da ambiguidade de seu mundo.

Morfeu assiste Alyssa escapar entre seus dedos novamente e seu peito dói, ele concordou em deixá-la para aquele humano infernal para que ela se curasse, se reconciliasse com suas metades e pudesse vir viver com ele aqui, no País das Maravilha. Ele deveria tê-la coroado todo aquele tempo atrás, mas ela é preciosa assim, meio humana, e a visão de uma criança deles tirou todo seu juízo, agora ele ia perder tudo, de novo.

Ele vira as costas e começa a ir em direção a janela, nem mesmo ele pode suportar ver todos os seus desejos se quebrarem assim. Ele estende suas asas quando uma mão firme se enrola em seu pulso e o puxa para trás, girando seu corpo até que bata em um peito firme. Através das asas de Jebediah, aquele mosaico de prata e cores translúcidas que lembra um vitral, ele pode ver Alyssa olhando o nada com uma expressão confusa.

-Não podemos deixar você ir embora na melhor parte, Mariposão.

O beijo o pega desprevenido, não houve troca de olhares ou cuidado como o de Alyssa. Não, esse beijo é violento, atraí a parte mais voraz de Morfeu, sua loucura, seu sadismo, ele morde e Jeb morde de volta, tirando sangue um do outro quando as memórias surgem em sua mente. Um beijo, um toque roubado, o desespero de cair em Qualquer Outro Lugar que de alguma forma estava borrado, o pequeno reino que construíram com a magia roubada.

-Você não pode andar nu por aí.

-Como se isso te desagradasse, pseudoelfo.

Jeb cora, mas há conflito em seus olhos, as partes da Vermelha nele mudando suas reações. Morfeu quase se arrepende de ter falado, quase. Esse humano não tão humano é uma incógnita, manipulador e manipulado, ele teria que ter cuidado.

-Sabe, Mariposa. - há algo diferente nessa voz, mais profunda, e Morfeu o olha com cautela -Talvez você esteja certo…

Ele se aproxima como um felino e é preciso toda a força de vontade do intraterreno para não recuar. As mãos firmes e manchadas de tinta são quentes contra sua pele nua e antes que ele perceba seus corpos estão pressionados juntos. O beijo é selvagem e as roupas de Jebediah começam a deslizar para fora de seu corpo com apenas um toque de magia…

Uma nova cena se monta antes que aquela termine, não é um problema, eles foram interrompidos.

Eles estavam consertando o País das Maravilhas, mais especificamente a casa de Morfeu e Alyssa estava se curando de seu encontro com a Vermelha. O humano na sua frente estava olhando tudo com um prazer inegável, sim, sua casa era linda, mas Morfeu não conseguia pensar nela naquele momento.

-Sabe, Jebediah. - Morfeu se aproximou como um gato - Ela é nossa.

Ele permite que o intraterreno os envolva com suas asas e permite que seus lábios quase se encostem, eles ficam um longo momento assim, próximos, mas não se tocando, o humano é incrivelmente quente.

-Sim, ela é nossa e nós somos dela. - Jeb se aproxima mais, tocando os lábios antes de se afastar - Uma parte minha provavelmente já é sua também, mas você pode ser meu?

Manipulador e manipulado, de fato.

Aquela foi a única vez em que os dois estiveram juntos nus e foram interrompidos pela fada intrometida de Jeb, depois disso tudo virou uma loucura. Morfeu não lembrava, mas não tinha esquecido, houve muito menos animosidade entre eles e muito mais beijos, mesmo quando a magia da Vermelha amargava o ex-humano mais e mais. Houve também ciúme, naquele dia com Alyssa, suas palavras foram mais reais do que o esperado. Jebediah sentiu ciúmes dos dois, ele queria Alyssa, mas ele o queria também.

Alyssa observa os dois, eles são lindos juntos e confirmam que a ideia deles em uma situação tão íntima era sexy. As memórias dos dois devem ser mais intensas, muito além do que ela presenciou, isso a agrada porque ela sempre quis os dois, as duas metades de seu coração e eles podem ter um ao outro para que não sejam partes incompletas. Ela também quer vê-los nus juntos, uma garota pode ter suas fantasias, mesmo que seja uma garota que já viveu uma vida mortal e que vai viver outra no País das Maravilhas.

Jeb claramente aceitou seu lado intraterreno, felizmente as mudanças que aconteceram dentro da redoma de ferro não o destruíram, mas talvez esse tenha sido o propósito delas acontecerem. Jeb tinha sido tocado pelo País das Maravilhas, ele levou uma parte disso com ele na primeira viagem e ela suspeita que se não fosse a necessidade dos três de esquecer essa relação problemática para cumprir seus objetivos, os dois teriam ficado aqui desde então.

A questão era Morfeu, não passou despercebido a ela sua dor, ele precisaria entender que ele não era um substituto temporário, ele precisaria deixar Jeb entrar em seu coração como fez com ela. Se isso não desse certo ela se despedaçaria de novo, pois não poderia deixá-los, por eles mesmos e pela possibilidade dos três juntos.

Morfeu sente Alyssa pressionar-se contra suas costas, empurrando-o mais contra o peito de Jebediah, o calor das memórias recuperadas o tomando e as asas dos três formando um casulo estranho. Algo como pertencimento começa a crescer em seu peito, mas ele se recusa a pensar sobre isso, não ainda, não sem a certeza de que não vai perdê-los. Sua mente começa a tramar formas de prender os dois a ele, como manipular as coisas para que nunca queiram deixá-lo e voltar ao que tinham no mundo humano. Ele percebe que se sente completo e nunca mais quer viver sem isso. 

Tão distraído por suas tramas, Morfeu não percebeu o olhar que os outros dois trocaram, a compreensão de que teriam que se esforçar para passar segurança ao intraterreno solitário, torná-lo deles, de Jeb principalmente, já que seu coração já pertencia a Alyssa. Eles o distraem do que claramente é um plano com beijos, longos e lentos se tornando vorazes e agressivos.

Eles vão para o quarto, uma porta surgindo na sala do chá para atender as necessidades da rainha, beijando e tocando, peças de roupa caindo pelo caminho. A atenção de Jeb e Alyssa é toda focada nele, ternura e selvageria misturadas como só dois meio-intraterrenos podem fazer. As asas dos três se retraem, mesmo que sejam incrivelmente eróticas, eles precisam de espaço. Alyssa está nua quando chegam na grande cama, as cortinas do dossel lançando uma penumbra agradável, ele não se cansa de sua beleza, quase etérea na meia luz. Atrás dele, Jeb beija as marcas de suas asas e termina de se despir. Alyssa o puxa para a cama, ele não resiste e se acomoda entre suas coxas, esperando um protesto do outro, mas tudo que encontra é um olhar quente. Jeb está observando eles, apoiado no dossel e acariciando lentamente sua ereção. Morfeu lambe os lábios e volta sua atenção para sua rainha.

Ele a faz gemer enquanto brinca com os seios firmes, mamilos decorados com barras de prata, Jeb lambe os lábios na visão periférica de Morfeu. Ele a provoca incansavelmente, até que ela peça por ele, a parte mais maliciosa de sua mente pede que a faça implorar, mas não hoje. Ele quer mais que seus jogos hoje, ele quer conquistar seu lugar firmemente ao lado dela. Alyssa enfia um travesseiro sob suas costas por conta própria, impaciente. Ele sorri e murmura alguma coisa sarcástica, pelo prazer de vê-la franzir o cenho. A irritação não dura quando ele se acomoda melhor e entra nela lentamente, dentes puxando levemente o piercing do mamilo e olhos presos no homem com eles. Jeb engasga com a cena e Morfeu se pergunta o que ele vai fazer agora.

A cena diante de seus olhos encanta o intraterreno novato, nem mesmo as memórias e o tempo que teve para se acostumar com sua nova condição o prepararam para o que ele sentiu. O sangue pulsava em suas veias enquanto observava o outro levar Alyssa com movimentos lânguidos, claramente esperando seu próximo passo. Ele sobe da cama atrás de Morfeu, beijando a pele macia no meio de suas costas, lambendo seu caminho para baixo apesar do movimento e cravando os dentes na curva da bunda tentadora. Morfeu geme alto, mas não há dor em sua voz, então ele acalma a pele ferida com a língua e deixa suas mãos vagarem. Ele queria isso desde o dia que Morfeu decidiu andar nu.

Alyssa observa, com apenas um pouco da atenção às ações de Jeb, mesmo com toda a nova loucura intraterrena, ele é cuidadoso com o homem entre eles, até mordê-lo. Ela quer rir, mas morre em seus lábios com o movimento de Morfeu e seu gemido, ainda não é o suficiente para roubar sua capacidade de pensar, ainda. Um gesto de sua mão e o frasco de lubrificante, inexistente aqui até sua chegada, bate de leve na mão de Jeb e ela se permite voltar sua atenção a Morfeu a fodendo. As palavras vulgares a aquecem, mesmo que estejam só em sua mente.

O calor que envolve seu pau é delicioso e apenas a mordida dolorida o impediu de investir freneticamente contra Alyssa. Não, esse é um jogo de três e o último jogador ainda está enrolando, ele desacelera ainda mais, se permitindo sentir e beijar mulher sob ele enquanto Jebediah desliza os dedos lubrificados entre suas nádegas, empurrando de leve contra seu ânus. Ele quer rosnar que não é uma virgem ao mesmo tempo que aprecia o cuidado, intraterrenos não precisam desse tipo de preparação cuidados, mesmo que seja bastante agradável. Jeb não permite que ele se empurre em seus dedos, ao invés disso o prende contra Alyssa com o peso de seu corpo, massageando sua entrada lentamente e arrancando pequenos empurrões e gemidos dele. Sob seu corpo sua rainha o abraça, auxiliando sua contenção e morde seu ombro.

Jeb prepara Morfeu com cuidado, ele sabe que não precisa, que os intraterrenos são mais resistentes que humanos de muitas formas, acontece que tê-lo trêmulo e se contorcendo, arrancar choramingos necessitados dele e de Al, é irresistível. Quando ele finalmente entra no outro é como o paraíso, Morfeu geme e se aperta em torno dele, empurra e começa a se foder lentamente em seu pau ao mesmo tempo que fode Alyssa. 

Êxtase, isso é tudo que Morfeu sente, seu corpo é tomado por mais prazer do que ele já sentiu, com sexo ou qualquer outra coisa. Ele movimenta seu corpo quase freneticamente entre Alyssa e Jeb, ela geme e encontra suas investidas, arranhando seus braços com as unhas pintadas. Atrás dele, Jebediah perde qualquer ilusão de manter o controle e bate em seu corpo com força, mãos firmes apertando sua cintura e dentes cravados em sua nuca. Eles são frenéticos e selvagens em sua busca por prazer, Morfeu é o primeiro a perder o controle, sobrecarregado pelas atenções, seguido pelo grito de Alyssa e, não muito depois, pelo rosnado rouco de Jebediah. A regente sacode seu corpo debaixo dos dois e eles se reorganizam na cama. Morfeu sente Jeb se enrolando em suas costas, um abraço de corpo inteiro, e empurrando uma perna entre as suas, enquanto Alyssa esconde o rosto em seu peito, as mechas loiras se esticando para tocar os dois.

Parecem apenas alguns minutos, mas Jeb sabe que passaram várias horas e o dia já amanheceu, o cheiro característico de fumaça que se prende em Morfeu chega ao seu nariz quando o intraterreno se acomoda ainda mais em seus braços. De todos os desfechos possíveis que ele imaginou quando acordou de sua ‘morte’, esse era um que ele jamais imaginaria, não antes de ir buscar suas memórias perdidas. 

-Então, bug boy. Vai parar de fingir que está dormindo?

-Você vai parar de ignorar essa ereção cutucando minha bunda?

A resposta direta de Morfeu é uma surpresa, mas ele se limita a deslizar a mão para a virilha do outro e mostrar-lhe que há uma ereção espelhada ali.

-Você está tão duro quanto eu.

Ele o beija assim que termina de falar, não querendo dar chance para réplica, afinal ele estava duro apenas de perceber com quem acordou e Alyssa não estava a vista, provavelmente de propósito. 

Morfeu sorri no beijo, permitindo que se prolongue, que seus corpos entrem em uma dança lenta e sensual, suas magias se misturando e asas emergindo de ambos quando seu companheiro vira de bruços e se oferece para ele. Uma cena tão bonita, Jebediah deitado sobre a seda vermelha, abraçado ao travesseiro, pele oliva brilhando e asas de vitral captando as réstias de luz que penetram a cortina. O intraterreno não resiste, limitando-se a cobrir o próprio pênis com o lubrificante jogado no criado mudo e limpar os dedos entre as nádegas firmes a sua frente, ele deita seu corpo sobre Jeb e o faz dobrar uma de suas pernas com uma carícia firme.

O intraterreno se empurra para dentro do anel de músculos impossivelmente apertado, meio esperando um protesto, afinal o homem sob ele é parte humano, mas tudo que recebe é um suspiro satisfeito e uma postura relaxada. Isso é ainda melhor, a confiança e a aceitação adicionando mais peso ao prazer físico. Copiando os atos do outro, ele relaxa e envolve os braços no peito firme, alcançando as mãos fortes e entrelaçando seus dedos, balançando o quadril lentamente. Nessa posição, ele fica diretamente entre as asas coloridas, suas próprias asas escuras se sobrepondo e quando elas se tocam ambos suspiram com a sensação.

Jeb adora sentir Morfeu nele tanto quanto adora adora estar dentro do intraterreno, a sensação de plenitude, o calor, a ardência leve em seu ânus são perfeitos. O abraço é intimo, ainda mais significativo que a noite anterior. Morfeu enfia o nariz atrás de sua orelha, causando um arrepio,  e começa a beijar seu pescoço, indo cada vez mais fundo e mais rápido, pressionando o pau de Jeb contra a seda aquecida sob seu corpo.

-Gostando, pseudoelfo?

-Sim - o sussurro sai ofegante, e a réplica é apenas meio coerente. - E você poderia achar coisa melhor para me chamar.

-Como o que, bichinho?

A língua pecaminosa brinca com o lóbulo de sua orelha e ele bate mais forte contra sua bunda, Jeb não consegue formular outra frase. O som da batida da pele úmida se mistura aos grunhidos e gemidos, o calor cresce em seu baixo ventre e ele goza afogando o grito contra o travesseiro. Morfeu o acompanha pouco depois, estocadas erráticas e uma mordida são o único aviso de seu orgasmo silencioso.

Eles ficam abraçados assim, Morfeu deitado nas costas de Jeb, rosto entre suas omoplatas e asas se tocando, enquanto sua ereção sede e ele se retira com cuidado do outro. Há um pequeno gemido dolorido e um pouco de bagunça de asas quando eles se afastam e Jeb se vira, o puxando para seu peito, Morfeu encosta o nariz na curva do pescoço para sentir o cheiro da pele, suor, sexo e algo que é incofundivelmente dele.

-Bichinho é bom. - Jeb fala finalmente, brincando com os cabelos azuis, quase negros - Mas eu prefiro que você comece com meu .

-Meu. - ele repete, saboreando as palavras e se erguendo para olhar os olhos que agora são cor granada - Meu!

-Seu. - Jeb sorri e não desvia os olhos quando pergunta - E você vai ser meu, Morfeu?

-Sim.

 

O primeiro filho da sua menina do skate é claramente de Morfeu, mesmo tão pequeno suas asas escuras e o brilho azulado de seus cabelos denunciam. Ele sente uma pontada de falta de seus filhos humanos, já muito velhos e muito distantes, mas passa assim que os outros dois o puxam para deitar na cama, um de cada lado de Al enquanto ela amamenta o bebê.

-Nunca quero passar por isso de novo.

-Bobagem. - Morfeu retrucou, sorrindo. - Jebediah vai ser pai de uma adorável menina de olhos granada e cabelos loiros. Você sabe, você pintou o mosaico, lembra.

-É injusto que eles pareçam tão pouco comigo, eu carreguei esse Problema por nove meses, um problema com asas.

-Eles têm sua alma, Al.- Jeb falou antes de beijá-la - E espero que esse tenha uma personalidade melhor que a do pai.

Morfeu fez uma careta e se lembra de garantir que a filha de Jeb tivesse sua personalidade, mas isso caiu no esquecimento quando ele o beijou. No fim das contas ele ganhou o jogo, de mais de uma maneira.

Notes:

Annye: *Bebendo uma vaca preta no chão da sala* Você postou sem me avisar...
Lótus: Você estava de ressaca... e já estava pronto.
A: Fato... isso riscaria ménage da lista de fetiches, mas ménage nunca é demais.
L: Se eu não soubesse que você pratica tanto quanto lê... e iria que isso é falta e sexo.
A: O sujo falando do mal lavado!
L: *Cara de nada, roubando a vaca preta* Acho que posso riscar a 119 da lista...
A: Só se você devolver meu copo..
L: Vou faze mais um... mas só porque está quente demais para brigar...
A: Eu espero... isso e os comentários... *boceja*