Actions

Work Header

Recomeços

Summary:

Pomba no desespero para sair de uma festa acaba tropeçando e caindo na frente do segurança da festa (Aguiar)...

• Ou...

Aonde Pomba e Aguiar finalmente tem paz e amor depois de um passado conturbado

Chapter 1: "Você tá bem gracinha?"

Summary:

Pomba no desespero para sair de uma festa acaba tropeçando e caindo na frente do segurança da festa (Aguiar), aonde o mesmo cuidadosamente faz os primeiros socorros em Pomba, e o menor mal consegue raciocinar direito não só pela queda, mas também pelo pensamentos sobre o homem maravilhoso na sua frente...

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

        Talvez fosse pelo álcool, ou pela quantidade de pessoas daquele lugar, mas ele definitivamente não estava bem, Pomba, mal parava em pé, ele só queria sumir, desaparecer, não falar nada até o dia seguinte e chorar. Agora ele lembrava o porquê sempre recusava todos os convites que os de festas que os seus colegas de faculdade faziam para ele, aquele era literalmente o inferno na terra, música alta, gente bêbada, bebida ruim, a única coisa que passava na cabeça de Pomba é que ele queria ir para casa chorar, e que se a vigilância sanitária entrasse naquele lugar todo mundo da atlética ia preso.
Pomba veio com uma amiga, ele só precisava achar ela ir embora, simples assim. Simples assim, se não fosse o último lugar que ele achou que viu Melissa, fosse no meio da pista de dança, do lado da caixa de som, e rodeada de gente. Pomba tentou, ele genuinamente tentou encontrar ela naquele mar de gente, mas a cada pessoa que esbarrava nele, cada vez que o som da caixa estourava, cada vez que alguém jogava bebida dele, cada vez que alguém passava a mão nele, cada vez mais ele ficava a um triz de despencar no chão e começar a chorar ali mesmo. “Isso seria patético” - repetia para ele mesmo.

       Em algum momento o caminho para o centro da festa, se fez ao contrário, Pomba apressava os passos em direção a saída, ele se segurava nele mesmo com os braços, tentando não quebrar e começar a chorar, ele iria para casa e depois mandaria uma mensagem para Melissa falando que ele foi embora mais cedo. “Ela iria entender, não iria?” Faltava tão pouco para ele só ir para a rua e chamar um uber, e finalmente sair daquele inferno pessoal. Mas, a mistura de um piso péssimo, uma crise de ansiedade, passos em falsos e Pomba levemente alcoolizado fez com que em alguns instantes ele tropeçasse em algum degrau mal colocado por um arquiteto sem amor no coração e caísse com tudo no chão, ele tentou colocar as mão na frente para tentar amortecer a queda mas nada adiantou, no mesmo instante ele começou a chorar, não pela dor - mesmo que ele pudesse sentir alguns cortes no seu rosto - mas sim chorava por vergonha, medo de verem ele naquele estado, medo de todo mundo odiar ele sem motivo nenhum de novo, assim como sempre aconteceu, e a Melissa iria achar ele frac-

       — Você tá bem gracinha? - Uma voz interrompeu seus pensamentos.

       Pomba olhou para cima em resposta, um homem alto, grande, musculuso, “lindo” - pensou ele, os cabelos negros e ondulados batiam até o ombro, vestia um uniforme, “deveria ser da segurança”. Mas logo a visão de Pomba ficou turva e vermelha, havia sangue escorrendo nos seus olhos…

       — Meu Deus, vem cá!

       O menor só sentiu o seu corpo ser tocado, colocando ele em uma posição mais confortável, e reta, e sua cabeça sendo apoiada em algo quentinho, logo depois duas mãos grandes estabilizaram o seu pescoço.

       — Eu sou o Aguiar, tô trabalhando como segurança aqui, vou te ajudar só fica quietinho, ok?

       Pomba acenou com a cabeça quase sem forças - não só pela queda, mas pelo calor que irradiava das mãos do seu pescoço.

       — Qual o seu nome, você tá com o seu RG? Tá doendo alguma coisa? - O maior perguntou de novo, ele parecia meio desesperado

       — P-Pomba, meu nome é Pomba… minha cabeça tá doendo - Pomba tentou abrir os olhos novamente enquanto respondia, mas em um reflexo involuntário contra a luz fez o fechar os olhos e arquear as costas pela dor agonizante.

       — Jae, vem logo porra! — Aguiar gritou, alto, bem alto.

       — Já vou, 5 minutinhos, to ocupada! - Uma voz feminina, ou masculina, Pomba não conseguia identificar direito, respondeu de trás de uma porta perto da saída.

       — Tem um moleque caído aqui, cacete, se você começar com essa merda de nov-

       A porta abriu, de dentro saiu uma figura, bufando impaciente, vestia uma regata preta, uma calça de uniforme, com algumas coisas penduradas, batom vermelho borrado e cabelos bagunçados. Em poucos passos a figura já estava ajoelhada do lado de pomba.

       — Ele caiu?

       — Isso… Você pode pegar o kit na van, não sei é uma boa, levantar ele agora, não sei se foi muito fundo os cortes, ou se ele bateu a cabeça com tudo.

       — Ok - Jae em instantes levantou e foi em direção a saída

Pomba continuava chorando, e muito, ele soluçava e tremia, tudo doía, ele também estava com medo, ele sempre foi medroso. Suas lágrimas se misturavam com o sangue das feridas

       — Tá tudo bem, já vai parar de doer… – O maior passou o polegar nas bochechas do menor em uma tentativa relativamente amorosa de tentar o acalmar, o que pareceu resolver um pouco.

       Jae voltou no que pareciam segundos com o kit médico, Aguiar começou a passar o anti séptico nas feridas de Pomba, que não parava de chorar, Jae examinava o resto do corpo do menor na procura de alguma fratura ou deslocamento aparente, que felizmente não achou nada.

       — Pomba, eu acho que vai ter que dar um pontinho aqui na sua testa, ok? - Aguiar perguntou com uma voz serena, enquanto pegava da caixa o que ele precisaria para realizar os pontos.

       Pomba acenou com a cabeça. Na mesma hora, vindo de onde parecia ser o lugar onde Jae a pouco instantes havia saindo, o menor reconheceu uma voz familiar.

       — Meu deus, Pomba, você está bem ? - era Melissa. — Eu não deveria ter te deixado sozinho, desculpa… - A loira falava enquanto vinha apressada para o menor deitado no chão.

       — Mel? Achei que você tivesse na festa aind… - Pomba tentou falar antes de ser interrompido

       — Você conhece ele, meu amor?

       — Sim, ele divide o apartamento comigo…

       — Ah, certo. - Jae bufou, como se estivesse bravo… “Ele tá com ciúmes?”

Pomba queria ir embora para casa logo, só levantar e ir… Só isso… Não queria arranjar briga com ninguém.

       — Você pode fazer o ponto logo? Eu queria ir para casa, o uber vai ficar muito caro - Pomba cutucou a perna de Aguiar que ele estava apoiado em cima.

Aguiar parecia estar perdido em seus pensamentos, olhando para o nada. Mas o maior logo assentiu com a cabeça e começou a colocar luvas e preparar a agulha para a sutura.

       — Vai doer, um pouco, na verdade muito… Você não parece ser muito resistente a do-. Desculpa. Aperta a minha perna se tiver doendo muito, ok?

       Pomba respondeu acenando com a cabeça, ele não queria gastar mais forças com isso. Aguiar começou a passar a primeira vez a agulha na pele do moreno, que começou a chorar pela dor, ou pelo medo, mas mesmo assim o menor não ousava a apertar a perna de Aguiar, não queria que ele achasse ele fraco, “Eram só alguns pontos, não é mesmo. Vai lá, ele deve achar você ridículo por estar chorando por ter caído no chão que nem uma criançinha.“ Na hora de fechar a primeira sutura, Pomba arqueou e se mexeu pela dor agonizante e quente que irradiava da base do seu cabelo, fazendo com que Aguiar apertasse até mais o ponto.

       — Merda… Eu vou ter que fazer o ponto de novo, cacete…

       — D-desculpa - Pomba se segurava para não começar a chorar e soluçar mais…

       — Tá tudo bem, não precisa pedir desculpa, só fica quietinho. Só olha no meus olhos, ok?

Pomba acenou com a cabeça, ele podia jurar que Aguiar era um golden retriever pelo jeito tão manso de falar e aquele sorriso perfeito que não saia do seu rosto. O menor ficou tão concentrado encarando os olhos de Aguiar, ou melhor, o próprio Aguiar. Ele era lindo, os ombros largos e perfeitos, o peitoral musculoso e definido por baixo da camiseta fina do uniforme. “Deve ser tão bom dormir abraçado naquele cachorrinho.” Que nem percebeu quando Aguiar acabou a sutura.

       — Acabei - Aguiar disse enquanto tirava as luvas e embrulhava o lixo. — Agora me apoia em mim, que eu vou te ajudar a levantar.

       — Já posso chamar o uber, né? - Melissa perguntou para Aguiar e Jae, os dois só assentiram com a cabeça.

       Pomba aos poucos se sentou no chão, Aguiar colocou os braços do menor em volta do pescoço dele, segurou na cintura do pequeno e o levantou, era ridículo o quanto fácil foi para Aguiar levantar o moreno.

       — Se pesa uma pena, mesmo, passarinho. - Aguiar falou isso enquanto ria.

       “Se a risada dele já é gostosa, imagina ele gemendo enquanto tran-” - Pomba se proibiu de acabar o resto da frase. As suas bochechas não só ficaram vermelhas pelos seus próprios pensamentos impuros, mas também porque as mãos grandes e quentes do Aguiar ainda estavam segurando com firmeza a sua cintura.

       — Pomba, o uber já chegou… - Melissa cortou todo o clima, Aguiar tirou as mãos rapidamente da da cintura de Pomba, sem jeito.

       — Certo… Obrigado pela ajuda… Aguiar - o moreno disse olhando para cima

       — Que nada, meu bem… É literalmente meu trabalho. – Ah, se você acordar amanhã com alguma coisa doendo vai pro hospital e também não toma banho agora não, pode ser perigoso sua pressão abaixa, e também… acho que isso - ele claramente estava preocupado, Pomba poderia jurar que se ele fosse um cachorrinho ele estaria com as orelhinhas abaixadas agora. “Era fofo”

       — Pode deixar, até - Pomba se virou indo em direção ao Uber.


"Porra, eu deveria ter pedido o número dele..."

Notes:

Faz muito tempo que não escrevo, tipo muito mesmo (anos) então esses primeiros capitulos talvez estejam meio confusos ou estranhos, mas fiquem tranquilos que com o tempo melhora. Além disso, não precisam entrar em desespero com o final da história pq eu garanto que eles ficam juntinhos e felizes.

Espero que tenham gostado, beijinhos do Kemi <3 - Vou tentar atualizar toda semana
- Me sigam no Blue Sky - @kemiakashimoto.bsky.social