Work Text:
[Nome] deixou que seus colegas de classe saíssem primeiro da sala para não ser empurrada por eles ao se dirigirem para rua para aproveitar que iam ter horário livre, já que o professor havia faltado.
Decidiu ir para seu lugar preferido para ler o livro que reservou da biblioteca da escola em silêncio. Longe dos barulhos que seus colegas faziam e não deixavam concentrar na leitura.
Ficou feliz por ver que ninguém estava no banco que gostava sempre de sentar para apreciar as flores que estavam perto do edifício da biblioteca. Pegou no seu livro e começou lendo o primeiro capítulo da história.
Como estava envolvida na leitura, não percebeu que alguns dos seus colegas de turma se aproximavam perto do local que estava a descansar.
(...)
Natsu, junto com seus amigos, decidiram ir jogar a bola, só que o campo estava ocupado com outra turma que estava tendo aula por ali. Resolveram procurar outro espaço para jogar, viram que não se encontrava muita gente na área verde que havia perto da biblioteca e iam ficar por ali mesmo para treinar.
Começaram a aquecer um pouco antes para depois começarem a jogar. Como estavam bastante entretidos a trocar os passes. Natsu acabou por não receber bem o passe e a bola foi na direção de [Nome] que estava lendo um livro.
A bola acabou por atingir o livro que [Nome] segurava, que acabou caindo no chão. Natsu vendo o que tinha acontecido, dirigiu-se até sua colega para ver se estava bem.
— [Nome], desculpe. Não tinha visto que estavas aí. — Correu até [Nome]. Não tinha reparado que ela estava ali desde que começaram a jogar a bola. Normalmente, a sua colega não interagia muito com ele e sempre que a via reparava que estava sozinha e em silêncio aproveitando os intervalos em algum canto.
— Eu estou bem. O problema é que o livro não é meu. — [Nome] olhou calmamente para Natsu, mesmo querendo gritar com ele para tomar cuidado pelo que fez. Só de olhar para seu colega deu pena porque viu que estava preocupado com ela.
— Não me digas que é da biblioteca? — perguntou Natsu ao pegar no livro e reparou no selo da escola em uma das folhas.
— Acho que não preciso dizer nada — falou [Nome] que viu que seu colega ficou mais em pânico por descobrir que o livro é da escola. Porque normalmente, Natsu, junto com seus amigos, se envolviam ás vezes em bastantes problemas com as brincadeiras que aprontam no meio da aula.
— Natsu, passa aí a bola. — gritou Gray, que estava à espera que seu amigo voltasse até eles para continuarem a jogar.
Como queria resolver o problema do livro, mandou a bola de volta aos seus amigos. [Nome] já tinha voltado para o banco, onde tirou um lenço para limpar a capa que tinha ficado um pouco suja pela queda.
Natsu decidiu sentar ao lado da sua colega, à espera que desse alguma ideia para salvar o livro. Só que ela ficou em silêncio como se nada tivesse acontecido, já que estava novamente lendo.
— Não tens mais alguma ideia? — Ao ver que [Nome] não ia dizer mais nada, Natsu decidiu ser o primeiro a dizer algo.
— Eu já limpei o livro, sorte a nossa que não choveu nestes dias. — [Nome] marcou a página onde parou de ler para se concentrar no seu colega de classe. Viu que ele não ia sair de perto dela tão cedo.
— Espero que o responsável da biblioteca não repare que a capa ficou um pouco danificada. — O jovem apontou para a imagem onde a parte colorida ficou riscada pela queda.
— Mesmo se repararem, quem vais levar com as culpas não és tu — contou a garota, que foi a própria que reservou o livro para ler e qualquer coisa que acontecesse ao objeto, era a responsável pelos estragos que acontecessem antes de devolver.
— Se disseram alguma coisa, podes dizer que fui eu. — Natsu já estava habituado levando ralhetes dos professores quando aprontava alguma coisa com seus amigos.
— Não sei se lembras, mas este ano já provocastes muitos acidentes e mais um podes ser expulso — relembrou [Nome] que sempre via quando Natsu era chamado atenção dos professores quando passava ao lado dele pelos corredores.
— Os problemas gostam de vir ter comigo, não consigo evitar eles — riu-se Natsu gostava de gastar a sua energia com brincadeiras, só que às vezes sabia que abusava de mais, não conseguia controlar eles.
Ambos levantaram do banco, quando ouviram o toque da campainha anunciam o fim do tempo das aulas e era hora de almoço. Natsu foi para perto dos seus amigos buscando a sua mochila quando virou para trás, viu que [Nome] já tinha sumido dali.
(...)
Com o passar dos dias, os momentos de silêncio de [Nome] foram acabando. Natsu em cada oportunidade que tinha ia sentar perto da sua colega. Não gostava de vê-la sozinha, onde não aproveitava nenhum momento para se divertir nos últimos anos que tem no ensino médio.
No final disso tudo, ainda tiveram sorte, nenhum dos professores reparou que o livro encontrava-se defeituoso pela queda. [Nome] pensava que quando o assunto do livro fosse resolvido que Natsu ia parar de estar consigo, mas se enganou.
Cada vez mais os jovens passavam o tempo juntos e Natsu sentia que fez bem invadir o espaço pessoal de [Nome] porque via que a mesma estava a libertar-se mais do silêncio e a começar a interagir mais quem a rodeia.
