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The Reason: Remake.

Summary:

O Rei de Alcatraz sacrificou sua humanidade em prol da sobrevivência, e Cell estava confortável com o monstro que se tornou.

Mas basta um certo alguém pisar em seu domínio para que, com um único olhar, toda a sua visão de mundo mude.

Notes:

OLAOLAOLA

Voltei com o Remake dessa história gigantesca!!!

Eu já estou planejando isso faz um tempinho, e como TR no começo eu fiz sem pretensão alguma só jogando ideias no ventilador baseada em algo que eu envisionei, eu não estava 100% satisfeita em como a história estava, até porque tinham certos elementos que eu precisava mudar porque me incomodavam de existir na história, devido a coisas que rolaram na época que estavam foram do meu controle, então esse Remake sou eu puxando o controle de volta e fazendo as coisas conforme imagino... e melhorando elas no processo.

Tendo dito isso, ainda é o mesmo core de história, os capítulos só serão repaginados e a história principal vai ser mais desenvolvida pra não parecer tão rushada, então espero que gostem!!

Boa leitura <3

Chapter 1: Prólogo

Chapter Text

Suas botas de couro soavam com um eco arrastado pelos corredores úmidos de Alcatraz.

Cada passo parecia pesar mais do que o anterior, não por cansaço físico — aos 62 anos, ele ainda andava ereto e firme como no primeiro dia — mas pela pressa contida. Ele não tinha muito tempo antes dele chegar, então a tensão era clara em seus ombros rígidos.

As luzes fluorescentes do corredor piscavam vez ou outra, lançando sombras trêmulas nas paredes de metal. O ar era gelado e cheirava a sal, ferrugem e mofo, o que sempre estava entre as diversas reclamações de guardas novatos, mas a esse ponto de sua vida e carreira, o homem já não se importava muito com a aparência ou cheiro dos seus arredores — que honestamente, eram bem mais deploráveis antes do domínio do atual rei daquele lugar.

A lembrança do porquê ele estava ali fez Virgílio acelerar um pouco o passo, o suficiente para manter a dignidade e ainda assim mostrar urgência. Ele chegou à porta de metal reforçado da cela solitária, e olhou através da pequena e estreita portinhola de observação que permitia a visão de dentro da cela, onde o espião estava sentado, imóvel, de cabeça baixa. Ele nem mesmo levantou o olhar com o agudo e honestamente irritante som da portinhola deslizando para o lado, o que era surpreendente tendo em vista a situação que se encontrava.

Virgílio suspirou pesadamente, sentindo um amargo gosto em sua boca enquanto ele forçava a porta aberta e encarava aquela jovem alma, tremendo levemente abaixo de uma instável lâmpada amarela que era a única fonte de luz naquele cubículo sufocante.

Era uma visão deplorável, mas que infelizmente, tem sido um tanto frequente nos últimos tempos.

— Espero que tenha aproveitado os momentos de silêncio, rapaz — disse Virgílio, fechando a porta atrás de si — já que você não terá muito mais disso pelas próximas horas.

O homem em questão ergueu o olhar, e o pavor presente tanto em seus olhos quanto sua expressão combinavam perfeitamente com seu corpo trêmulo.

— Por que eu tô aqui? E-eu não fiz nada, eu juro!

Virgílio passou a mão no rosto de forma cansada. Sempre era a mesma coisa. Alguns se faziam de bobos, outros eram agressivos, e a maioria aparentava estar tão aterrorizados quanto o jovem à sua frente, mas nenhum deles nunca já entregava o jogo para tentar conseguir uma pena menos drástica.

O que era frustrante, tendo em vista que ele só vinha antes do real problema como uma forma de tentar atenuar a situação para os capturados, mas nunca funcionava, não importa o quanto o velho guarda tentasse.

Não que isso o faria desistir, é claro.

— Quem não deve, não teme — apontou Virgílio, encostando na porta de ferro — mas você parece aterrorizado, o que definitivamente me diz que você tem alguma culpa no cartório.

— Claro que não! — o rapaz protestou — e como eu devo não ficar aterrorizado quando me colocam um saco na cabeça e me arrastam pra uma cela escura no meio da madrugada?!

Virgílio analisou o rapaz por um momento. Não tinha nada de extraordinário sobre sua aparência. Tinha estatura média e era esguio, com opacos olhos verdes e cabelo preto, cujo alguns fios mais longos estavam grudados em sua testa devido ao suor escorrendo por sua têmpora. Era caucasiano e não devia ter mais de vinte e cinco anos, o que fazia essa situação inteira ainda mais desconfortável para o velho guarda.

Era um tanto desanimador assistir pessoas tão jovens jogarem suas vidas foras a troco de nada, e enquanto ele tinha certeza que esses tolos estavam fazendo isso a troco de alguma coisa, ele definitivamente não achava que o risco valia a pena.

Ir contra Cell nunca valia a pena, e era honestamente estúpido, em sua honesta opinião.

— Temos motivos para acreditar, senhor — pausou Virgílio por um momento, checando a ficha que trouxe consigo para conferir o nome do preso à sua frente —, Roberto Almeida — e então olhou de volta para o homem — que você entrou em Alcatraz a mando de forças externas, e está conspirando junto do atual diretor para derrubar o Rei de Alcatraz. O que tem a me dizer sobre isso?

Os olhos do homem se arregalando foram a resposta que Virgílio precisava, mas sua boca disse outra coisa.

— Óbvio que isso não é verdade! Eu nunca faria uma idiotice dessas! — protestou Roberto — eu vim parar aqui depois de uma tentativa frustrada de roubo a um banco, ninguém me mandou pra cá pra espionar nada!

Virgílio tornou a suspirar. Estava velho demais para esse trabalho.

— Roubo a banco, rapaz? — a expressão do velho guarda era de desgosto — Por que um mero assaltante seria mandado para Alcatraz quando existem tantas outras penitenciárias menores por aí? Eu tenho cara que nasci ontem por acaso?

O detento se calou depois disso, olhando para Virgílio com olhos suplicantes que honestamente partiam seu coração, mas ele não tinha o que fazer além do seu trabalho.

— Escuta, garoto — ele tornou a tentar — eu estou te dando uma chance aqui. Confessa tudo, inclusive quem te mandou e se realmente Caius tem algum envolvimento nisso, e eu vou tentar barganhar com Cell alguma punição que não seja tão drástica quanto o que ele deve estar planejando pra você.

— E o que me garante que eu confessar alguma coisa- não que eu tenha algo a confessar!

— Sei.

— Mas o que me garante que você só não me entregaria de bandeja pr’aquele lunático? — argumentou Roberto, fazendo Virgílio arquear uma sobrancelha grisalha — Todo mundo nesse lugar sabe que você é o guarda de estimação dele!

— Nada. Mas nada garante também que você saia vivo daqui se Cell passar por aquela porta, na verdade…

Virgílio fechou a ficha do rapaz e o fitou com uma expressão consternada.

— Eu te garanto que se Cell passar por aquela porta, você não vai sair daqui vivo. Então essa é sua última chance de salvar o próprio couro, antes que fique sem ele.

Roberto balançou a cabeça, desesperado.

— Isso é loucura! EU QUERO MEUS ADVOGADOS!

— Então isso é um não?

— EU SEI DOS MEUS DIREITOS! ME TIRA DAQUI!

Revirando os olhos, Virgílio balançou a cabeça em decepção perante os berros do detento. Sempre era a mesma coisa. Algo lá fora assustava tanto esses jovens que eles nunca se atreviam a confessar o que quer que fosse que os enviou para dentro de Alcatraz, não importa o quanto Virgílio avisasse sobre como o perigo dentro daquele lugar era provavelmente três vezes pior do que qualquer outra coisa que pudesse estar os ameaçando, e que ir contra Cell era extremamente estúpido e imprudente.

O problema é que quando descobriam isso, já era tarde demais, e ao julgar pelo assobiar que Virgílio finalmente pareceu notar soando do outro lado da porta de metal, o tempo do Sr. Almeida definitivamente tinha chegado ao fim, e não havia nada mais que ele pudesse fazer para tentar amenizar a situação.

O assobiar era o sinal de que era hora dele sair do caminho, e como o velho e sábio homem que era, Virgílio definitivamente não ignoraria suas ordens — não quando isso foi o que o manteve vivo todos esses anos.

— Muito bem, como quiser — disse Virgílio calmamente, dando as costas para Roberto e andando na direção da porta — lhe desejo boa sorte, Sr. Almeida. Você vai precisar.

— COMO ASSIM “BOA SORTE”? O QUE ISSO QUER DIZER-… EI SEU VELHO FILHO DA PUTA, VOLTA AQU-…

Os berros foram abafados com o fechar da porta de metal atrás de si. Virgílio, de olhos fechados, suspirou pesadamente e arrumou o quepe azul marinho descansando sobre seus cabelos grisalhos, e quando tornou a abrir os olhos, a primeira coisa que viu foi um apavorante sorriso que parecia se destacar em meio a penumbra do corredor mal iluminado.

Nada impressionado com a aparição que faria o coração de qualquer outro parar na garganta, Virgílio apenas levantou uma das sobrancelhas.

— Você está adiantado — apontou, andando na direção da figura envolta pelas sombras —, achei que tínhamos combinado vinte minutos, não cinco.

— Tava entediado, sabecomé — a voz se arrastou, preguiçosa, e ele finalmente deu um passo para frente — não é todo dia que tenho um brinquedinho novo pra desmontar.

— Vidas não são brinquedo, Cell.

— Ah — ele riu — a própria vida me ensinou o contrário, velhote.

Virgílio encarou o Rei de Alcatraz com cara de poucos amigos. Cell já não era mais como costumava ser quando o conheceu. O franzino jovem de dezoito anos tinha crescido consideravelmente — tanto em altura quanto em poder muscular — e seu cabelo loiro escuro também estava mais longo, terminando abaixo do queixo barbado em camadas bagunçadas, que davam a ele um aspecto mais “selvagem e descontrolado”, assim como ele preferia. Intimidador à primeira vista.

Mas nada era pior do que o entrecortante e gélido olhar azul cobalto do atual líder de Alcatraz, cuja encarada era mais do que o suficiente para fazer qualquer um gelar a espinha — até mesmo na época quando era mais jovem.

Aqueles eram olhos que já tinham visto muita coisa, coisas que alguém da idade dele definitivamente não devia ter presenciado, e esse foi o primeiro sinal que Virgílio tinha que se atentar em não importunar aquele garoto, e foi exatamente esse instinto que o manteve vivo durante o massacre que Cell causou alguns poucos anos depois de sua chegada.

Dali para frente, as coisas mudaram de forma absurda, e Virgílio ainda tinha dificuldade para se situar no ambiente de completo controle que Cell tinha sob Alcatraz e todos ali dentro — e até mesmo do lado de fora.

Seu intelecto era tão pavoroso quanto sua presença, no entanto, e às vezes o velho guarda se pegava pensando no que aquele jovem teria se tornado se a vida não tivesse feito com ele o que quer que tenha feito.

Que desperdício de potencial…

— Ei, velhote — a voz grave de Cell despertou Virgílio de seus devaneios, o trazendo de volta para o presente onde o homem o encarava —, que que foi que tá me olhando com essa cara? Tô bonito hoje por acaso? Já adianto que não curto muito gente duas vezes mais velha que eu.

Virgílio revirou os olhos, e decidiu ignorar o comentário.

— O nome da bola da vez é o Roberto Almeida, lembra dele?

— Aaaaah, se não é meu amigo Robertinho — sorrindo de canto de boca, Cell cruzou os braços — quem diria que ele acabaria sendo um problema- ah, é mesmo! Eu disse! Que coincidência, não?

— Não precisa do tom de deboche, eu já entendi. Não vou questionar mais os seus instintos.

— Ótimo, porque eu estive certo nas últimas cinco vezes — a expressão de Cell voltou à apatia de sempre, o sorriso em seu rosto sumindo como se nunca estivera ali para começo de conversa —, e eu odeio quando sou questionado estando certo. Espero não ter que punir meu amigo de longa data em um futuro próximo pela sua falta de convicção em mim, não é mesmo, V?

Virgílio não disse nada. Apenas assentiu em concordância e passou a ficha de Roberto para a mão estendida de Cell, que a pegou sem nem ao menos se dar o trabalho de abrir, já que já tinha visto ela antes e sabia muito bem o que estava escrito ali.

O que Cell tinha de esperto, ele tinha de paranoico. Não era de se admirar que ele tinha construído um reino no lugar mais inóspito possível já que ele sempre tinha o controle de tudo que saía ou entrava em Alcatraz — principalmente os presos. Era costumeiro que, toda vez que novos presos fossem tragos para Alcatraz, suas fichas deveriam ser minuciosamente avaliadas por Cell após as suas chegadas, e se ele encontrasse algo que não gostava ou lhe chamasse a atenção de forma negativa, ou o detento era executado prontamente, ou era constantemente monitorado para identificar se estava fazendo algo que não deveria.

Era um método de controle um tanto eficaz, já que nenhum dos espiões enviados ali para dentro tinha conseguido êxito no que quer que fosse o seu objetivo, e só no último ano foram mais de dez tentativas, o que deixou Cell um tanto intrigado em descobrir a verdade por trás daquilo.

E as coisas ficaram ainda mais suspeitas quando esses espiões começaram a surgir depois que o mais novo diretor tomou posse do cargo, o que deixou Cell um tanto frustrado e consideravelmente irritado com a existência de Caius em sua cadeia. A vontade era degolá-lo de vez e resolver logo o problema, mas Virgílio calmamente o impediu, questionando se ele realmente resolveria o problema, ou apenas criaria outro, já que eles não faziam ideia se o próximo diretor seria igual ou pior do que o atual. Isso pareceu desencorajar Cell, que acabou por adotar uma postura mais estratégica para desmascarar as intenções de Caius, mas com a falta de resultados no último ano o Rei de Alcatraz estava se tornando impaciente, e Virgílio já não sabia mais se conseguiria impedi-lo de fazer alguma besteira.

Que, ao julgar pela expressão dele, não tardaria a acontecer.

— Certo — concordou Virgílio, desconfortável, buscando mudar o assunto — o que me lembra, já tem as fichas dos novatos que vão chegar hoje?

Cell pendeu a cabeça para o lado — Vai haver uma transferência hoje? Por que só agora que estou ouvindo sobre isso?

Virgílio, por sua vez, foi pego de surpresa. Cell nunca não sabia de alguma transferência.

— Essa é uma boa pergunta, na verdade. Eu só descobri porque ouvi os guardas cochichando na guarita. Achei que você já sabia, como sempre.

A expressão de Cell se moldou com irritação, e Virgílio teve que lutar contra a necessidade de desviar o olhar.

— Que conveniente que uma informação como essa me escapou quando estamos tendo um fluxo tão frequente de ratos de fora se esgueirando aqui pra dentro, não?

— É — Virgílio coçou a nuca, incerto — certamente conveniente, mas acho que sei porque ocultaram de você dessa vez. Bem que te achei tranquilo demais.

Cell arqueou uma sobrancelha.

— O que você quer dizer com isso?

— Tem um molestador entre eles, Cell — disse Virgílio sem rodeios, e o homem a sua frente congelou. — Não creio que seja o espião da vez, se é que tem um espião entre esses, mas definitivamente é um problema.

— Por que caralhos — cuspiu Cell, raivosamente, e Virgílio apenas engoliu em seco — eu só tô descobrindo essa merda de informação agora?

Virgílio gesticulou em sua direção.

— Até Lúcifer se assustaria com sua expressão nesse momento, garoto. Por que você acha?

Cell riu sem humor algum, andando na direção da porta de metal ao mesmo tempo que alcançava algo no bolso de seu macacão, e retirando de lá sua faca predileta e companheira de muitas sessões de “interrogatório”. Virgílio imediatamente sentiu pena do homem atrás daquela porta. Se seu destino já era ruim, agora que Cell estava furioso, tinha ficado ainda pior.

— Colete as informações sobre os lixos novos e deixe na minha sala até o final do dia — ele ordenou, seu tom grave e quase silencioso causando arrepios desconfortáveis em Virgílio —, e trate de descobrir quem foi o imbecil que achou pertinente esconder uma coisa dessas de mim por causa de medinho. Vou mostrar pra ele um motivo real pra sentir medo, e vamos ver se ele aprende a fazer seu trabalho direito.

Virgílio arregalou os olhos, mas não conseguiu dizer mais nada. Cell apenas abriu a porta da solitária e entrou de uma vez, imediatamente fazendo com que Roberto começasse a gritar por ajuda e clamar por sua vida, e por mais que Virgílio soubesse que Cell adorava brincar com suas vítimas durante aqueles procedimentos de interrogação doentios, era preocupante não ouvir absolutamente nada vindo do Rei de Alcatraz antes de Almeida começar a gritar de dor.

Angustiado, Virgílio apenas deu as costas para a porta e procurou sair dali o quanto antes, não querendo mais ouvir os gritos de agonia de mais uma vítima que assombraria seus sonhos por ele mais uma vez não ter ficado entre o monstro de Alcatraz e sua presa da vez.

Ele não queria pensar sobre Roberto, não queria pensar sobre os novatos e a erva daninha entre eles, e muito menos no tolo guarda que não fez seu trabalho direito e acabaria virando dano colateral. Era impossível não sentir culpa em assistir todas essas coisas e não fazer nada além de sair da frente de Cell enquanto ele fazia suas vítimas e se banhava em sangue, mas os instintos de Virgílio nunca falharam com ele.

Os mesmos instintos que faziam com que ele obedecesse Cell em prol de sua sobrevivência, também insistiam com que ele não deixasse seu lado. Algo dizia para Virgílio que existia algo dentro aquele monstro envolto em trevas que valia a pena tentar trazer para a luz, mas ele definitivamente não sabia como fazer isso, tampouco se era a pessoa certa para tentar e conseguir tal feito impossível.

E o berro estridente de Roberto viajando pelas paredes geladas de Alcatraz até alcançar Virgílio, foi um lembrete um tanto amargo e sombrio da sua impotência perante o poder absoluto que Cell exercia sobre todos ali dentro.

O velho guarda fechou tanto os olhos quanto os punhos em frustração, e se forçou a voltar a andar. Era um tanto estúpido da sua parte esperar que alguém resolvesse aquele problema de uma forma alternativa que não culminasse na execução do rei ensandecido, já que um homem como ele claramente já estava muito acostumado com as trevas para querer voltar para a luz, e talvez ele estivesse além da salvação.

Apenas alguém capaz de mergulhar naquela escuridão sem ser consumido por ela seria capaz de abrir os olhos de Cell antes que ele fosse engolido pelas consequências de seus próprios atos hediondos… Mas infelizmente, Virgílio não acreditava que tal coisa seria possível.

Afinal de contas, quais as chances de alguém assim acabar em um lugar como Alcatraz?