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Natlan: Ecos da Terra Perdida

Summary:

This fanfiction was born from frustration with how Genshin Impact portrayed native cultures — in a shallow and stereotypical way.

I began reimagining Natlan in 2024, long before it was officially released, and have been developing this world throughout 2025. My intention was always to create something more respectful, symbolic, and culturally grounded.

Here, themes like cultural erasure, ancestral spirituality, resistance, and collective trauma are not relegated to side quests no one talks about — they are the soul of the story.

Despite heavy criticism and opposition, I still believe the Natlan I’ve created offers a more thoughtful representation — one that honors not only Indigenous and Afro-descendant peoples (as should’ve been done from the start), but also my own Indigenous and Afro-descendant ancestors.

This story is my attempt to give voice to what was silenced by our own community — to imagine what could have been, if there had been real listening and not only hate.

⚠The entire fanfic will be written in Portuguese!!!
Thank you for taking an interest in my AU!

Chapter 1: Prólogo - A Terra Não Esquece

Summary:

Em uma terra ancestral marcada por memórias apagadas e poder distorcido, as Linhas Ley de Natlan vibram com uma energia instável. O equilíbrio natural foi rompido, e uma sombra silenciosa se estende sobre a nação. O prólogo revela um mundo diferente — uma Natlan que carrega as cicatrizes do passado esquecido, preparando o terreno para a resistência que está por vir.

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

✎﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏

As planícies que outrora foram cheias de vida em Natlan, jaziam agora sob um céu opaco, onde o sol mal ousava atravessar a cortina de fumaça que se erguia dos antigos campos de oferendas. Era uma terra onde os espíritos costumavam dançar com o vento, onde os tambores ecoavam como o batimento de um coração ancestral. Agora, restava apenas o silêncio das cinzas.

Torres de pedra branca, recém-erguidas por mãos obedientes e olhares vazios, rompiam a paisagem com violência. Cada bloco, um corte na memória do povo. As cores das tribos — antes estampadas em tecidos, pinturas corporais, máscaras e rituais — haviam sido substituídas por uniformes austeros, rígidos como o silêncio que tomara os vales.

Nas aldeias, os anciãos calavam histórias antigas. Nas escolas, os jovens aprendiam novos nomes para rios milenares. Deuses antes reverenciados foram rebaixados a fábulas. As danças foram proibidas. As palavras mais antigas, esquecidas ou temidas.

Ainda assim, havia murmúrios. De sementes enterradas que se recusavam a morrer. De espíritos que sussurravam entre raízes e pedras. De um passado que não aceita ser enterrado.

Algo havia mudado. Algo seguia vigiando, moldando, reprimindo — mas ninguém ousava nomear.
E mesmo assim, o chão ainda pulsa.

Notes:

Me MACETARAM por causa dessa AU 💔
Eu comecei com redesign dos personagens e, quando eu fui ver, o universo inteiro de Natlan tinha sido mudado. Postei os redesigns nas minhas redes sociais (@HeyYuuHey). O pessoal do twt não gostou muito dos personagens "novos" e não me deixaram explicar direito. Distorceram totalmente minha visão e como eu escrevi a AU!! Fiquei com tanta raiva que comecei a escrever a nova lore no AO3. Depois vai sair capítulos individuais pra cada personagem e a lore nova de cada um!!

Chapter 2: Ato I – Flores Resplandecentes na Jornada Queimada pelo Sol

Chapter Text

O porto de Romaritime em Fontaine estava imerso em uma atmosfera vibrante, onde o ar fresco do mar misturava-se ao murmúrio distante das ondas contra os navios ancorados. O sol, ainda alto, refletia nos mastros reluzentes e nas fachadas elegantes da cidade, banhando as ruas com uma luz dourada que parecia prometer novas jornadas.

Ao lado do cais, o Viajante permanecia silencioso, observando com olhos atentos o movimento ao redor, absorvendo cada detalhe: o leve balançar das velas, o aroma das flores exóticas que adornavam as varandas, e o murmúrio das vozes que preenchiam o ar. Perto dele, a fadinha flutuante Paimon rodopiava com energia, lançando-lhe olhares curiosos e inquietos.

— Neuvilette me deu uma breve descrição da próxima região — comentou a fadinha, sua voz cristalina cheia de uma ansiedade contida. — Chamam-na de “nação dos dragões”. Mas sabe, mesmo quando Inazuma estava sob o regime da Shogun, ainda víamos pessoas de lá em outras lugares. Engraçado, não avistamos nenhum habitante de Natlan... — Paimon arregalou os olhos de repente após pensar um pouco — Não poder ser... Será que não existem humanos em Natlan?! — ela exclamou.

O Viajante franziu levemente a testa, seus olhos expressando surpresa e uma ponta de preocupação, enquanto buscava no horizonte qualquer sinal da nova terra que os aguardava. Ele ajeitou a capa com um gesto calmo e respirou fundo, demonstrando sua disposição para a jornada que se aproximava.

Antes que o silêncio deixado pela pergunta pairasse por tempo demais, um súbito clarão, seguido do som característico de um obturador, cortou o momento.

— Voilà! Capturei a expressão exata de um mistério em construção! — exclamou Charlotte, surgindo de trás de algumas caixas empilhadas.

Com sua inseparável câmera fotográfica pendurada ao pescoço e um sorriso arteiro no rosto, a jornalista de Fontaine caminhou em direção aos viajantes. O sotaque cantado e preciso, típico de sua terra natal, tornava sua presença ainda mais distinta.

— Ah, Charlotte! Obrigada, mas geralmente a gente não dá esse tipo de festa...! — Paimon balançou a cabeça em negativa e voltou-se para o Viajante, que, com um leve arqueamento das sobrancelhas, indicou que festas de despedida não eram o de costume.

Charlotte arqueou uma sobrancelha, fingindo-se indignada.

— Ah, mas mudar a rotina de vez em quando faz bem à alma, não acham? Aliás, estávamos preparando uma despedida especial…

— “Estávamos”? — repetiu Paimon, inclinando a cabeça. — Por que você falou no plural?

Antes que a jornalista pudesse responder, passos suaves se aproximaram.

— Os bons momentos parecem sempre passar rápido demais, não é mesmo?

Navia surgiu com sua habitual elegância, os cabelos dourados reluzindo sob o sol do entardecer. Pouco depois, atrás da moça, Clorinde se juntou, discreta, mas com uma presença que impunha respeito e calor em igual medida.

— Mesmo que os caminhos se afastem, é dever dos amigos partilhar suas dores e alegrias. A distância não muda isso — disse ela, com firmeza gentil. — Independentemente das dificuldades que enfrentamos, somos amigos. Precisamos falar sobre nossos problemas, mesmo que a distância tente nos separar.

Por fim, Furina juntou-se ao grupo, seu sotaque francês marcado imprimindo uma gravidade elegante às suas palavras.

— Imprevistos são, como o nome diz, inesperados! O destino pode mudar num sopro! — proclamou ela com um gesto dramático. — Mas há algo que jamais mudará: a amizade que criamos. Essa... permanece.

O Viajante olhou para cada uma delas em silêncio, seus olhos transmitindo uma calma firme, um misto de gratidão e resolução diante da jornada que se aproximava.

Enquanto o sol de Fontaine lançava seus últimos raios sobre a cidade, o grupo permanecia unido, pronto para enfrentar o desconhecido que os aguardava em Natlan.

— Nossa, todas vieram! — Paimon disse, surpresa com as novas figuras com rostos familiares. 

— Já querem se aposentar só para ter uma desculpa para ter uma festinha? — Furina brincou, dando uma leve risadinha — Mas sim, é exatamente com Clorinde disse: mesmo longe, estaremos prontos para ajudar!

— Nós poderíamos tirar uma foto desse momento. — disse a mulher de cabelos roxos escuros, virando sua cabeça para olhar para a fotógrafa de cabelos rosa.

—  Oh, bela ideia! — Furina disse alegremente — nós até temos uma fotógrafa profissional aqui! Faria as honras, Charlotte? — a ex-Arconte disse, também virando-se para a jornalista.

Um sorriso meigo apareceu no rosto de Charlotte. — Deixa comigo! Só me deixe posicionar a Kamera! — ela disse, balançando a cabeça e andando para manter uma distância adequada.

—  Ah, e não se preocupe Paimon. Natlan tem sim pessoas, e com suas próprias culturas, assim como Fontaine. Apesar de eu não ouvir muito sobre a região nos últimos... ahem! Anos... — Furina disse, pausando por um segundo, coçando a nuca — Por causa justamente da cultura deles, eles preferem ficar na região. Mas...! Da última vez que ouvi sobre Natlan, eles são bem receptivos.

— Sim! Muitos membros da Spina já foram pra lá! — completou Navia.

— É um alívio saber! Tomara que não tenha uma banguça pra gente arrumar... — Paimon olhou para o Viajante, que só deu um pequeno aceno com a cabeça, mas com um olhar ligeiramente desconcertado.

— Bem... Considerando o histórico de vocês, tenho certeza que qualquer problema vai ser fácil de resolver — Clorinde os encorajou.

— Tudo pronto! — Charlotte acenou, se juntando ao grupo e apontando para a Kamera instalada na frente deles — E um, e dois, e três...!

— Bon voyage! — todos disseram em sincronia, fazendo uma pose antes que um flash e um leve barulho de "click" pudesse ser ouvido.

O Viajante e Paimon se despediram das amigas e começaram a sua nova aventura. Conectado com as Linhas Ley, o Viajnte notou a presença de mais um waypoint. Ele já estava acostumado, afinal de contas já faz um tempo que isso acontece desde que ele se conectou com a Estátua dos Sete em Mondstadt. Assim que cruzaram a fronteira que dividia o deserto de Sumeru com a nova nação, uma luz dourada atravessou as copas das árvores e envolveu o Viajante e Paimon com suavidade. Ao contrário do que imaginavam, Natlan não os recebeu com rios de lava ou colinas fumegantes — mas sim com uma floresta viva, exuberante, onde tudo parecia respirar.

As árvores se erguiam altas e fortes, com troncos largos e retorcidos, cobertos por musgos dourados que cintilavam sob a luz do sol. As copas amplas filtravam a claridade em tons quentes — verdes, alaranjados e dourados — que dançavam pelo solo úmido em manchas móveis de cor. Vinhas desciam dos galhos como fitas trançadas, pesadas de flores coloridas com formatos curiosos e perfumes doces.

O ar era úmido, carregado de fragrâncias vegetais, e o som da floresta nunca cessava — um sussurro constante de folhas, gotas e pequenos passos apressados entre os arbustos. Pássaros de penas vibrantes cortavam o céu em cantos alegres, enquanto pequenos lagartos de escamas luminosas corriam por entre raízes expostas. Era como se a natureza ali tivesse sua própria linguagem, viva e barulhenta, mas harmoniosa.

O Viajante a observava em silêncio, os olhos atentos capturando os detalhes ao redor. Ele se abaixou para examinar um rastro no solo — pegadas pequenas, leves, mas bem definidas, de algum animal que passara recentemente. Seus dedos tocaram suavemente o chão, depois ergueram-se para recolher uma folha caída que parecia ter sido queimada nas bordas, embora não houvesse sinal de fogo ao redor.

— Tem algo diferente nesse lugar — disse Paimon, retomando o ar pensativo. — Tudo parece... intenso. As cores, os cheiros, até o silêncio da floresta. É como se ela estivesse falando com a gente sem usar palavras...

Ela se virou para o Viajante, que endireitou a postura, ainda com a folha nas mãos. Seu olhar percorreu a copa das árvores, seguindo o voo de uma ave de penas multicoloridas que desaparecia floresta adentro.

— Hm... será que os humanos aqui vivem escondidos na floresta? — Paimon refletiu. — Ou será que têm cidades em outro lugar? Até agora, nada de construções, trilhas ou placas... só mato e mais mato! Nem um barquinho flutuante, nem um vendedor de maçã caramelizada...

Enquanto avançavam, o Viajante se manteve alerta, os olhos percorrendo os arredores com atenção. A fadinha flutuante ao seu lado falava em voz baixa, como se o próprio cenário impusesse reverência. Mas então, sem aviso, o mundo ao redor se dissolveu — como se uma dobra silenciosa tivesse se aberto no espaço. Em um instante, já não estavam mais entre árvores, mas em meio a um santuário escondido entre tempos.

Ali, pedras antigas envolviam um pátio circular. Uma fonte de cristal jorrava água clara no centro, e uma luz tênue filtrava-se do teto aberto, embora não houvesse sol visível. Um silêncio denso envolvia o lugar — até que o rugido dos Cães do Abismo rompeu o momento. Eles cercavam um grande sauriano marrom, suas escamas ásperas lembrando rochas talhadas pelo tempo. A criatura lutava com força impressionante, mas já cedia ao número e à exaustão.

O Viajante não hesitou. Com um movimento ágil, sacou sua arma e avançou. Cada golpe era preciso, alimentado por uma determinação silenciosa. As expressões em seu rosto mudavam — firmeza, empatia, dor contida — até que o último dos cães caiu em meio à poeira mágica do abismo. A ameaça cessara, mas a luta cobrara seu preço.

O sauriano cambaleou, olhos semiabertos, antes de tombar pesadamente ao chão.

— A gente chegou tarde demais... — murmurou Paimon, pousando suavemente ao lado da criatura. A fadinha observava o ser imenso com olhos tristes, enquanto o Viajante se aproximava, quase por instinto, ajoelhando-se e tocando suavemente o focinho do sauriano.

No instante seguinte, uma luz intensa irrompeu do contato — forte, quente, viva. Os olhos do Viajante se fecharam. Quando os abriu novamente, já não era o mesmo.

Sua forma havia mudado: escamas se desenhavam por sua pele, o olhar brilhava em âmbar intenso, e sua estrutura corporal havia se expandido levemente. A essência do sauriano agora vibrava dentro dele — uma conexão inexplicável, mas poderosa. Ele se ergueu, sentindo os ecos do novo poder correrem por seus membros. Foi então que percebeu algo: uma pequena criatura, presa atrás de uma barreira brilhante. Um bebê sauriano.

O filhote — também marrom, de escamas pétreas e olhos assustados — tentava sair, mas a energia ao redor o mantinha isolado. Aproximando-se, o Viajante estendeu a mão. Com a energia herdada, concentrou sua força em uma pedra cravada no chão. A luz reagiu. Num breve clarão, a barreira se desfez, libertando o pequeno ser.

Paimon exclamou, aliviada, mas logo notou algo:

— Ah! A cauda dele tá machucada! Coitadinho...

No mesmo instante, um cachecol fino, esvoaçante, materializou-se no ar diante dela. Com delicadeza, ela o envolveu ao redor da cauda do filhote, firmando-o com cuidado.

O pequeno sauriano emitiu um som baixo, como um ronronar gutural. Afastou-se por um momento, depois retornou, aninhando-se perto do Viajante. Com um olhar ainda receoso, mas cheio de gratidão, apontou com a cabeça para um corredor de pedra atrás do altar. A saída.

— Ué, ele sabe onde a saída fica? — pergunta Paimon suavemente, olhando em direção à uma pequena luz.

O Viajante assentiu. A transformação começava a se dissipar, suas feições voltando ao normal, mas os olhos ainda carregavam um brilho diferente. Saíram juntos do santuário oculto, agora acompanhados por seu novo companheiro — órfão, mas não mais sozinho.

De volta à floresta, os três caminharam sob a copa entrelaçada. O ar parecia mais leve, mais quente. Em pouco tempo, começaram a notar vestígios de presença humana: marcas de tintas naturais pintadas em pedras, padrões coloridos, e, finalmente, uma estrada de terra batida, com trilhas recentes de pegadas.

— Olha só... sinais de gente! — disse Paimon, os olhos brilhando.

O Viajante fitou o caminho à frente. A jornada em Natlan estava apenas começando — e ela já havia lhes oferecido muito mais do que esperavam. O trio seguia adiante, a luz filtrada entre as árvores pintando padrões móveis no chão. O silêncio era interrompido apenas pelo som de passos leves e do farfalhar suave das folhas sob suas botas.

Então — um estalo repentino. Pequeno demais pra ser um galho comum. Rápido demais pra ser o vento. O Viajante mal teve tempo de virar o rosto. Sem aviso, sem palavras, como uma sombra que respirava. Saiu dos arbustos num salto preciso, aterrissando em frente ao grupo com o corpo agachado, como uma mola prestes a se soltar, uma lança já estava apontada em direção dos desconhecidos. A figura não tremia, não hesitava. Estava ali por completo — corpo, mente, intenção. Os únicos traços visíveis sob a luz filtrada das árvores eram os olhos: azuis, profundos e cortantes como gelo derretendo em pedra quente. Observavam com uma intensidade que fazia o ar parecer mais pesado. Não havia fúria neles — apenas cautela fria, uma pergunta sem voz: "Você é ameaça... ou não?"

O Viajante não se moveu.

Chapter 3: Aviso/Warning - full English piece

Chapter Text

I'm very confident of my english today, so here we go:

Hii to... my few readers? I know you've been looking forward to continue reading my Natlan rewriting, but honestly I'm not in a very good time since the last chapter. A while now, huh. You know how it is, just finished high school and I'm trying to get into this one college... Plus the writing block to describe everything. To be honest, I'm an artist that draws and pretty rarely, once in a blue moon times I might think of writing.

Oh, also, didn't like my writing either, so I didn't really wanted to continue with a work I wasn't fully happy with. I'm not lying when I say I thought about this thing everyday and how I was supposed to continue the story. So yeah, no, I'm not abandoning my view on what Natlan could be, I'm not giving up on trying to show people that, back then when I posted my stuff on Twitter, that my vision was more than "colonialism fetish" and racism (by the way there's no racism for God's sake).

I really tried my best to search for what I could and couldn't do, but at the moment I'm just gathering everything once in for all so I don't get lost in my own ideas. Should have done that way earlier but... Yeah, as I said, I draw and rarely write. And really, the people who commented got me some pretty good sleepless nights trying to figure out what to bring. I appreciate that some people were interested in my point of view, especially when Natlan released... Two years ago... So I didn't want to let you all down!!

By the way, my memory is not pretty good, as you can tell... But I do remember someone talking about the Natlan dragons' quest and I looked up for it. I did think the dragons' story doesn't affect really the current state of (new) Natlan, so it's the same even with Xbalanque. The (canon) Natlan seemes to have gone wrong with Mavuika, really. By that I mean Hoyoverse was trying way too hard to make her as likeable as possible as this cool, unwavering certainty that somehow everything will always go according to her plan. She's pretty, that's sure. And I liked the way she actually tries to connect with her people because she was once a human too... Still... Some things don't sit right for me. But, alas, that's too much talking, isn't it?

So here's the deal guys: I'll be making a new version of this reimagination stuff pretty soon (if I get motivated enough by myself). As a compensation, I'll drop a few of my drawings here. The sketches as well, maybe. Since there's a lot, I'll make a "chapter" to organize all of 'em.

 

See you soon, ig :)

 

 

Chapter 4: Drawings, Sketches and Concepts

Chapter Text

As promised, of course, I'll be showing the redesigns right away! Oh man, I really wanted it to be a fully shocking surprise, but I'm delaying this more than it really needs. By the way, there might have some really... Weird choice of words since my vocabulary still very limited, but I do hope there's no more misunderstandings like the last time did!! Please enjoy. And don't hold back criticism! Actually, it helps me improve! But don't be harsh about it. Even if you do, I might reply you politely anyways. There will be a lot of talking, in case anyone gets confused about the designs.

THERE ARE CLICKABLE LINKS!

If you want to understand a little bit more, here a real quick slide thingy!

Also, there's a portuguese version too!

 

 

Now, at first glance it's not that bad, is it? (be honest)

 

WARNING: The following content might have language culture shock! Quick explanation: in Brazil is not rude to say someone's skin color. If the person identify as a skin color that is not what you assume it is, you just... Ask... Pretty much like pronouns. 

Now let's start the introductions:

 

Yes, you probably read that right. Slavery. That's why I got the tags, right?

I know (after a lot of a time passed) that Kachina WAS SUPPOSED to be from Hopi people... But the only indicator is her name and the triangle shapes? I searched like crazy if ANYONE out there could give me reasonable point on why I should keep her as Hopi since all Kachina is remembered for is her little idle dance (which people associated with capoeira, a brazilian fight style made by enslaved people to "dance" and practice fight without their "owners" knowing)

Inspirations: History books; Kenya (since Kachina's ancient name is Uthabiti idk)

 

 

I found out she was supposed to be a baby monk seal... Their fur is BLACK. They used the artic seal motifs instead... Sigh, every time Hoyo disappoints me more. Still, since she was the first one to be redesign way back in 2024, I didn't know. If I did, I would make her hair at least pretty similar to Columbina's.

I did like the fact that since her canon inspiration comes from a hawaiian princess, her headband symbolizes a crown, so I kept it.

Inspirations: MY HEAD while I was in the middle of class lessons; Mualani's kakau MOD

 

Men. Ugh, it's so difficult to design men! I had to work on Kinich for at least 3 whole days. Still, couldn't figure that out all by myself

Inspirations: @Tr0pisco on Twitter; Kinich's original nightsoul state; the mexican flag; Kinich-Ahau (actual) mayan god

 

She was really... NOT liked at all. Someone told me she was Mavuika, lol. Thing is, she's not. She's technically Fontainian? You can tell. I did want her to look a lot like Mavuika so we could make (SPOILER) the false god in the throne catch again. It was peak in Sumeru and Fontaine, right? Also, all the colors used in her were actually picked from Mavuika's canon design so... ek...

Didn't think about a good enough demon name for her so... She's named after a saint. Yes, a saint. Just wanted to follow Genshin's concept. Just a game, no need to be mad about it (they said)

Inspirations: (I'M 100% CERTAIN IT IS) Mavuika's concept art; canon Mavuika; Lord of Eroded Primal Fire Weekly Boss, Saint Irene of Tomar

 

HERES THE GOAT!! (is that expression even right? goat...) Obviously I tried to make her as gorgeous I could. Instead of mixing TWO COMPLETLY DIFFERENT cultures I thought that bringing a not-so-known one to spotlight more fitting, especially because of her name.

Inspirations: Pudinette on Pinterest; @squishsquashpop on Twitter; Mahuika

 

My aunt has Umbanda (where Iansã, Ifá and Olorum also may come from) as a religion, so I didn't have to beat my head against the wall with her that much. Since Iansan, Ifa and Ororon/Olorum are from the same religion, I thought it would fit if they were from the same family. Also, would be interesting to see a playable character god that isn't the Archons.

Inspiration: the actual deity?? and nigerian body paint

 

STAY WITH ME!! That's NOT Chasca's final version, so don't worry! 

So, yeah... Made a mistake there. Mostly because back in 2024 people kept saying Chasca was North American. Also, yes, Ifá. I'll explain later, but one of the reasons is because people already ship them.

Inspirations: I couldnt find the original thing, but this one is pretty close!; @NGreentail (?)

She looks so much better here. That's all I have to say.

Inspirations: @NGreentail (?); @i_like_keaya_freeze on TikTok

 

Surprisingly enough no one talked about my Xilonen redesign... I wonder why that is...

Fun fact, but Xilonen is actually Mexican (Aztec), but since everyone agreed she's brazilian... Well.

Inspirations: Célia Xakriabá; Xakriabá Indigenous people; Lavoisiera sampaioana

 

Oh my god, again... MEN are so hard to make a design for. Spent 3-4 days trying to draw something! It's hard when your inspiration is only seen in white...

Inspirations: @lysmata.malacostraca on TikTok; @glad1olus_ on TikTok; Original Ororon's clothing, nigerian body paint

 

AGAIN, not the final design. Also, this is an edited version because I may or may not made her indigenous north american. Can't blame me when a company mixes lots of cultures as if they were all the same because the native people have darker skin... And I also did her design alongside Mualani's way back in 2024 when we had 0 information about characters beside their names. But there were really nice three people that pointed out what I did wrong instead of wanting my public execution. Thank you! It wasn't that hard to be nice, really...

Inspirations: MY GRANDMAS; Gohone god; Haudenosaunee people

 

Second (official) version from granny! You can tell a lot changed after A YEAR. Not much changed about her, but you can tell the differences in culture here and there.

Inspirations: My grandmas again; Huipil (mostly the flower patterns)

 

She's the main reason people started to get mad at me. Especially mexican people. I don't think they remember me anymore, but honestly I don't regret AT ALL making Varesa a spanish/fontainian character. People called me "animal abuser" for making a bull... A bullfighter? Of course I know what the end of a bullfighting means (killing the bull). I tried to explain, but people didn't listen. I figured that since she was inspired by two Sánchez figures, it was logic to give her the surname "Sánchez" as well.

Inspirations: Cristina Sánchez; Manolo Sánchez

 

Again, the main reason I don't regret the previous Varesa design is because... I would make her a luchadora anyways. I liked Wanderer's story quest and how Hoyo can make redesigns of their existing characters, so I wanted to give my girl a try. She was supposed to represent the current generation of europeans who don't agree with older generations about the countries that were once colonized by them, and she would ended up falling in love with Natlan's culture and people (especially under Iansan's guidance). I saw a lot of stuff and my portuguese friend did told me sometimes people say some pretty racist stuff about us (us I mean latin-americans). She has the "break the cycle" thing going on. I was going to get there eventually, but people didn't like it AT ALL (or let me explain at all, at least)

Inspirations: Manolo Sánchez; Rhea Ripley

 

So, Ifá is actually an oracle, not a person. The only ones who could perform Ifá are straight men, so that's kinda... Why Chasca is there. Made him dendro instead of anemo since... Dendro = knowledge - Ifá = sometimes sees future etc etc 

Inspirations: Ifá; Agbada

 

Others:

RANDOM

 

 


 

Oh no! I spoiled the whole plot........

 

xilonen meeting game-like

 

kachina/ani dish

Chapter 2 image chapter 2 art

Chapter 3 image chapter 3 art

 

Sketches and concepts

granny sketches

 

Ifá's first sketch (yea)

 

Ajaw sheet

 

Kinich and Xilonen (unfinished forever)

 

Natlan cast (unfinished forever)

 

I won't translate everything since this is something to organize Natlan's new fauna for my friend to visualize 

1 - "There are more than 22 species in Brazil [...]"

4 - "Literally a chameleon for some reason"

6 - Three different types of jaguar in Natlan, basically

7 - There are Pumas too

8 - "Ajaw is a god-like jaguar [...] he has to be stand out from the normal ones"

10 - Made with AI (booo 🍅)

11 - Monk seals

12 and 13 - both canon in game. Could look better

14 - "for some reason they are latin-american. Doesn't make sense if they're together with australian and polynesian animals too"

15 - maori inspired. Oh, Moana is there too...

 

unfinished chapter 4 art