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Language:
English
Stats:
Published:
2026-02-13
Updated:
2026-02-13
Words:
3,572
Chapters:
1/2
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26
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117
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15
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856

After Stage

Summary:

— You kissed Clerk earlier today. On stage. — Gerard said, approaching and putting his arms behind his back. Frank nodded, and he continued. — Why?

— I thought it would be fun — Frank shrugged.

— Fun for whom?

Or where Gerard gets so jealous after seeing Frank kiss another man that he decides to confront him.

***

— Você beijou o Clerk hoje mais cedo. No palco. — Disse Gerard, se aproximando e colocando os braços para trás. Frank concordou com a cabeça e ele continuou: — Por quê?

— Achei que seria divertido — Frank deu de ombros.

— Divertido pra quem?

Ou onde Gerard sente tanto ciúmes após ver Frank beijar outro homem que decide confrontá-lo.

Versão eng/pt-br.

Notes:

Primeiro capítulo versão português
Segundo capítulo versão inglês

First chapter Portuguese version
Seconded chapter English version

As informações sobre draag foram tiradas totalmente da minha cabeça, favor não levar nada em consideração.

(See the end of the work for more notes.)

Chapter 1: After Stage (portuguese version)

Chapter Text

Após um show cansativo e muito quente, a única coisa que Frank queria era poder tomar um banho e deitar para descansar, então quando a porta de sua cela abriu lentamente, quase sem som nenhum, ele não pôde conter um suspiro de frustração. Já havia começado a tirar a roupa, estando somente com as calças e o cinto parcialmente aberto, seria bem incômodo se fossem os guardas ou as enfermeiras para levá-lo para fora de novo. Agora que as medicações não estavam mais fazendo efeito, ele lembrava muito bem o que acontecia quando eram levados para fora. 

Mas não, não havia enfermeiras ou guardas, somente Gerard. As celas eram trocadas todas as noites enquanto estavam em turnê com a banda, então talvez essa noite estivessem no mesmo bloco. Eram pequenas e mal iluminadas, apesar de terem um banheiro minúsculo com chuveiro — a The Black Parade podia ser o rosto da propaganda política de Draag, mas ainda eram tratados como animais selvagens. Apesar dos quatros serem prisioneiros, Frank, Ray e Mikey tinham as portas destrancadas e conseguiam acessar áreas externas com supervisão. Gerard, no entanto, só tinha autorização para sair diretamente para o palco, e do palco diretamente para a cela. Contanto que ele estivesse preso e isolado, o restante estava sob controle, era o que diziam.

— Como conseguiu sair? 

— Clerk. — disse Gerard, após fechar a porta. — Tinha uma chave no bolso dele essa noite.

— E os guardas?

— Depois do show eles sempre saem pra beber. Exatamente 723 segundos depois de fechar minha porta. Eu contei. 

— Claro que contou. Eles não te dopam mais? 

— Eu vomitei antes de apagar. 

— Claro. 

Conversar com Gerard, agora, era estranho. Frank não sabia quanto da memória dele havia voltado, se lembravam das mesmas coisas ou não, se estavam da mesma forma ou não. Gerard ainda estava meio quebrado, era óbvio. A cela dele era sempre menor e mais escura e sua única companhia era aquele boneco de ventrículo de olhar demoníaco que ele carregava pro palco. Ele havia morrido e voltado mais vezes que todos eles, havia sido punido de formas mais severas e longas. Havia cicatrizes por toda parte, até no rosto. Agora, parado na meia luz da cela de Frank e inteiramente vestido, Gerard não se parecia nada com o rebelde de cabelo vermelho que ele havia conhecido há quase vinte anos atrás.

— Você beijou o Clerk hoje mais cedo. No palco. — Disse Gerard, se aproximando e colocando os braços para trás. Frank concordou com a cabeça e ele continuou: — Por quê?

— Achei que seria divertido — Frank deu de ombros.

— Divertido pra quem

Frank riu e se apoiou na mesa estreita encostada à parede. De todas as pessoas que ele esperava aquele tipo de confronto, Gerard era a última. A não ser que…

— Ciúmes? A essa altura do campeonato?

Gerard não esboçou nenhuma reação em seu rosto, o que era estranho para alguém tão expressivo. Então sim, ciúmes. 

— Você é muito cheio de si, Frank, claro que não é ciúmes. 

— Então o que fez você fugir pela primeira vez em anos da cela? Recuperou os culhões, finalmente?

— Você podia ter colocado tudo em risco por causa daquela palhaçada, eles podem-

— Me matar? — Interrompeu Frank, rindo. — Matar ele? Porra, Gerard, não tem mais nada que eles possam fazer com a gente! 

Gerard se aproximou mais, com pressa, fazendo Frank se endireitar também. 

— Shh! Alguém pode ouvir. 

— Você veio aqui só pra me falar isso?

— Eles podem perceber, Frank. Podem perceber que a gente lembra. Que a gente sabe.

Frank congelou por um momento. Então ele lembrava também. Ele tinha consciência de tudo que havia acontecido. 

— Eu não acho que um beijo no palco faria eles perceberem, Gee. 

— Eles podem voltar a nos apagar depois do show, não dá pra arriscar com uma besteira dessa. 

Gerard agora estava perto o suficiente da única luz da cela, uma luminária amarela na parede próxima a cama. Dava pra ver nuances de grisalho no cabelo dele e também as cicatrizes em seu rosto. Frank não o olhava com atenção assim de tão perto há muito tempo. Era diferente no palco, um personagem, uma marionete. Por uns segundos, no escuro, os olhos de Party Poison brilharam de novo. Frank quis correr.

— Ainda seria besteira se eu beijasse você no lugar dele? 

— Seria pior. 

Mas Gerard estava olhando diretamente para sua boca. Já haviam se aproximado mais do que aquela conversa pedia, as vozes já tinham virado sussurros secretos e pesados. 

— Eu ainda não acredito que você conseguiu sair da cela só pra me falar isso — uma das mãos de Frank parou sobre o quadril de Gerard, segurando-o perto. — Você fez ele conseguir as chaves e sabia que ia estar no mesmo bloco que eu.

— Frank.

— Você poderia ter feito isso antes, se quisesse. Fez agora porque eu beijei ele. 

— Você ouviu alguma coisa que eu disse? 

— É inacreditável.

— É como falar com as paredes, porra.

— O que você disse pra ele? Antes de matar ele essa noite. Ele não vai lembrar da próxima vez, mas o que você disse? 

Ainda havia sangue na roupa de Gerard e até em seu rosto e pescoço, um tom seco e escuro grudado a pele. Frank o viu ir mais rápido que o normal para o palco no final daquele show, sem ter tempo nem de vestir o jaleco. Havia esfaqueado Clerk com vontade, várias vezes, extremamente como pediam que fizesse todas as noites, mas antes de ser levado Frank o viu dizer algo.

— Disse pra ficar longe de você. 

— Fui eu quem começou. 

— Mas ele gostou. Ou não teria arrumado uma flor pra levar depois, eu achei ridículo.

Com certeza era ciúmes, mesmo que ele não fosse admitir em voz alta. Frank procurou pelo zíper da jaqueta de Gerard e abriu de um vez só, passando as mãos pelos ombros, por dentro, até que ela caísse no chão. 

— É quente pra caralho aqui dentro — ele queria uma desculpa para colocar as mãos em Gerard.

Frank

— Eu gostei da flor — confessou Frank, apontando com a cabeça para a cadeira onde ele havia deixado a flor vermelha que tinha recebido. Era delicada e murcharia no dia seguinte, mas ele a guardaria da mesma forma. — Gostei mais ainda que ela tenha feito você vir até aqui.

— Só não faça de novo. 

Gerard não havia se afastado e ainda olhava para a boca dele como se estivesse com fome. Frank lentamente passou a língua entre os lábios, rindo ao ser copiado no segundo seguinte, como se Gerard estivesse hipnotizado. Frank terminou de tirar o cinto que estava aberto, sentindo a calça descer alguns centímetros no quadril. A tensão entre os dois fazia parecer que ainda eram garotos rebeldes no meio do deserto e não dois homens sem liberdade e perspectivas. O peito de Gerard subia e descia num ritmo frenético e pesado.

— Quanto tempo eles levam pra voltar? 

— Uns três mil e seiscentos segundos. Dá quase uma hora e meia.

— E por que você não faz logo o que veio fazer? 

A mão de Gerard estava fria quando tocou o peito de Frank, causando um arrepio sútil. Ele a deslizou sem pressa nenhuma, acompanhando com o olhar, enquanto a subia até o pescoço. Frank não sabia contar os segundos tão bem quanto ele, mas imaginava que tinham ainda uns bons minutos de sobra.

— Já fiz.

— Vir até aqui escondido botou muito mais em risco que um beijo rápido e idiota. Em todos esses anos presos em Draag você nunca fez nada arriscado fora do palco, por que agora? 

A mão, antes gentil, se fechou em volta do pescoço de Frank e o apertou com força o suficiente para fazê-lo calar a boca. Gerard se inclinou para frente e aproximou os rostos, tão perto que dava para sentir o hálito quente enquanto ele falava.

— Porque eu não quero você beijando outro homem. Ou mulher.

Frank fez a única coisa que ele conseguiria fazer agora e que, sinceramente, queria fazer há anos. Segurou o rosto de Gerard com as duas mãos e o beijou com desespero, as línguas se buscando de imediato, sem perda de tempo. Costumavam ser inconsequentes dessa forma quando mais novos em lugares e momentos inapropriados, mas dessa vez o motor do desejo era saudade e ciúmes. Gerard mordeu o lábio inferior e Frank teve quase certeza que de repente o beijo tinha gosto de sangue. 

— Já tem merda demais acontecendo na minha cabeça e você ainda faz isso — resmungou Gerard enquanto Frank descia com a boca pelo maxilar e pescoço dele. 

— Eu já disse, achei que seria engraçado — disse Frank contra a pele de Gerard, lambendo logo abaixo da orelha. 

Gerard, que no geral costumava ser muito carinhoso, tinha momentos de firmeza desmedida. Como quando enfiava os dedos pelo cabelo de Frank e puxava para trás para que pudessem se encarar. Os cachos que agora estavam convenientemente grandes, esmagados na mão bruta de Gerard. Frank suspirou e ergueu o olhar imediatamente.

— Ajoelha. 

— A gente não tem tempo pra isso, Gee.

E talvez não tivessem mesmo. A porta da cela nem mesmo trancada estava, se percebessem a falta de Gerard ali seria o primeiro lugar em que procurariam. Mas não havia nenhum pingo de importância no olhar de Gerard enquanto o encarava de cima. 

— Frank. Agora. 

Não era como se ele não quisesse. Havia percebido Gerard excitado durante partes do show e esperava que fosse por culpa dele. Não se aproximaram muito no resto da noite, mas esperava que quando estivessem presos nas celas escuras e nas camas desconfortáveis sozinhos, pensariam um no outro ao se tocar. Então agora, enquanto se colocava de joelhos no chão e assistia Gerard abaixar o suspensório e abrir a calça, Frank sentiu que estava sonhando com tempos distantes. Ele fechou os olhos e encostou a lateral do rosto ao pau de Gerard, deixando que se roçasse, ainda vestido, contra sua bochecha. As mãos de Frank se agarraram às coxas enquanto seu cabelo era puxado com força, mantendo-o imobilizado. 

— Você não vai chegar nem perto dele mais. 

Frank riu com os lábios pressionados sobre o volume na calça de Gerard, sentindo-o já muito mais duro que no começo. 

— Por que não?

Um tapa forte estalou contra a face esquerda de Frank, fazendo-o fechar os olhos. Um gemido escapou entre os lábios junto de um sorriso quando o segundo tapa, do outro lado, o atingiu. Gerard não teve muito cuidado ao tirar de dentro da calça o pau e colocá-lo na boca já aberta e obediente de Frank, logo em seguida. Ele sempre teve esse jeito obsceno de marcar um território que não era dele, mas Frank gostava — e deixava. 

Gerard apoiou uma das mãos contra a parede e com a outra segurou a cabeça de Frank, fodendo a boca dele lentamente até a metade, sem dar tempo para ele processar a sensação. Frank o segurou pela base, masturbando com o punho apertado enquanto sugava e lambia o que tocava sua língua. Quando Gerard investiu mais fundo, Frank engasgou e o tirou da boca com um fio de saliva acompanhando. Gerard gemeu rouco algum palavrão inaudível, rindo com a cabeça jogada para trás. Frank o colocou de volta na boca, com calma dessa vez, passando a língua por baixo e roçando a cabeça contra o céu da boca, apertando os lábios ao tirar. Gerard estremeceu em frente a ele e se afastou o suficiente para conseguir se inclinar e segurar o rosto de Frank para cima, beijando-o ainda ajoelhado, antes de cuspir em sua boca. Frank manteve os olhos vidrados nele o tempo todo.

— Levanta. 

As pernas de Frank quase o traíram ao levantar, pois Gerard não era o único duro ali. Ao se pôr de pé, Frank foi empurrado para a cama de solteiro até cair sentado, com Gerard imediatamente subindo em seu colo e largando todo seu peso em um movimento só.

— Deixa eu tirar essa calça — ele resmungou trêmulo sentindo Gerard se roçar em seu pau enquanto mordia seu pescoço.

— Por que a pressa?

— Eu não vou aguentar muito desse jeito.

Frank segurou o rosto de Gerard e o beijou ofegante, quase sem conseguir prestar atenção no que estava fazendo. Enquanto a bunda de Gerard pressionava para baixo se movendo para frente e para trás, o pau dele roçava em sua barriga, duro e molhado, escorrendo pré-gozo. Frank chupou a língua entre os lábios e o beijou com ainda mais desejo, gemendo o nome dele abafado. Eles certamente estavam ficando sem tempo e daqui a pouco alguém os descobriria, mas se o preço por aquele momento fosse morrer mais uma vez e voltar um pouco mais morto do que antes, Frank estava disposto. Se o preço fosse alguns dias no escuro sob tortura de novo, tudo bem. Por enquanto Gerard estava em seu colo e entregue em seus braços como não acontecia há quinze anos; qualquer coisa valeria a pena. 

— Por favor — ele choramingou, segurando firme o quadril de Gerard para que parasse por um segundo.

Gerard sorriu. O cabelo caía sobre seu rosto e a respiração estava ofegante, mas sem sombra de dúvidas estava sorrindo. Ele fez um carinho delicado no rosto de Frank e contornou os lábios com o polegar, dando um selinho depois.

— O que você quer, Frank? — A mão desceu pelo pescoço e por todo o torso, chegando ao botão da calça. Gerard se moveu um pouco para trás e o abriu.

— Eu preciso te foder. Agora. 

Gerard segurou o pau de Frank entre os dedos e o masturbou bem devagar, beijando-o bem na hora para abafar um gemido.

— Dá pra ver — ele riu e beijou o rosto de Frank, que também ria. Gerard estendeu a mão em frente a boca de Frank e esperou que ele cuspisse, o que aconteceu de imediato. Depois, o lubrificou assim antes de se ajeitar e sentar lentamente em seu pau. 

Nenhum dos dois aguentaria muito, sabiam disso. A sensação inicial arrancou um gemido rouco de ambos, que estremeceram juntos. Frank segurou a nuca de Gerard e encostou as testas, ainda de olhos fechados, tentando absorver o aperto em volta de seu membro. Não se moveram por um tempo, apenas respiraram em silêncio, tentando amenizar o ritmo. Gerard riu e acariciou o nariz de Frank com o seu, beijando seu rosto algumas vezes até que ele abrisse os olhos. 

— O que mais você quer? — Ele perguntou num sussurro.

Frank não teria como responder. Queria ele, mais que qualquer coisa, mais até que sua própria vida de volta. Porque nada lá fora serviria se não tivesse Gerard junto. Mas por agora, ele queria muito que Gerard começasse a se mexer. Ele segurou o rosto de Gerard com uma mão o puxando para um beijo demorado e espalmou a outra em sua bunda, com um tapa, o trazendo para si. Frank sabia que ele não se moveria, ainda estava o punindo por ter causado ciúmes com um beijo despretensioso de dois segundos em outro homem. 

— Eu ouvi que você tem comido umas enfermeiras — sussurrou Gerard, se movendo minimamente.

— E você não?

Pagando Frank de surpresa, Gerard subiu e sentou de novo, começando um ritmo até intenso, levantando em conta o cansaço que estavam. Frank fechou os olhos e segurou o quadril dele com força, ajudando-o a subir e descer. 

— Não. 

— Então você ficou mesmo com ciúmes.

Gerard apoiou as mãos nos ombros de Frank e jogou a cabeça para trás, dando uma boa visão do pescoço exposto enquanto gemia e sentava em Frank. Ele não respondeu, mas a forma como aumentou o ritmo e parou de olhar para Frank diziam que sim. Tudo dizia que sim. 

Frank segurou Gerard pelas pernas, deitando ele na cama estreita para se ajeitar por cima. Costumavam evitar aquela posição tão íntima e tradicional, Gerard geralmente preferia por trás e até mesmo em pé, mas não tinham tempo e nem espaço agora — e Frank queria ver o rosto dele o máximo que pudesse. 

— Seu cabelo cresceu — disse Gerard, segurando os cachos na nuca e fazendo carinho enquanto Frank voltava a penetra-lo. Frank afundou o rosto em seu pescoço e gemeu contra sua pele, absorvendo a sensação e se concentrando para não morrer ali mesmo. — Ficou tão bonito assim…

Gerard falava muito. Quanto mais excitado ele estivesse, mais ele falaria; às vezes frases sem nexo e às vezes elogios com a voz falha e fina. Frank segurou uma das pernas por trás do joelho e começou a se mover cada vez mais forte, com estocadas fundas e lentas. As unhas de Gerard cravadas na sua nuca e nas costas fizeram um arrepio percorrer todo corpo. Ele mal podia acreditar no que estava acontecendo, depois de tantos anos.

— Porra, Gee… 

As mãos de Gerard estavam por toda parte. Em seus braços, costas, peito. No seu rosto, segurando como se Frank pudesse fugir durante o beijo. Eram carícias e arranhões misturados que Frank torceu para continuar sentindo nos dias seguintes. Quando percebeu que estavam muito próximos de gozar, trêmulos e instáveis, Frank ergueu o torso e segurou o pescoço de Gerard apertando, inclinado para frente sem medo de apoiar seu peso, pois sabia que ele gostava assim. Com a outra mão, segurou firme a base do pau de Gerard, sem mover. A visão de cima de Gerard segurando seu pulso enquanto sorria e gemia de olhos fechados, sendo enforcado, era impagável. Frank se obrigou a não fechar os olhos enquanto o fodia já no descontrole final, gozando bem fundo dentro dele ao mesmo tempo que sentia o gozo de Gerard escorrer em seus dedos. Um gemido grosso e falho saiu de sua boca, acompanhado do nome que ele costumava gemer em segredo à noite. Gerard apertou e relaxou diversas vezes, de propósito, fazendo Frank quase delirar antes de retirar. 

— Caralho… — resmungou Gerard, ofegante.

Frank se sentou na beira da cama também com a respiração acelerada, suando com o calor da cela fechada. Um dos pés de Gerard estava em sua coxa, fazendo um carinho discreto. Por alguns segundos o silêncio foi confortável, mas a língua de Frank parecia desconexa e não respondia mais ao cérebro.

— Do que você lembra? — ele perguntou, sem nem mesmo perceber.

Gerard demorou a responder. Estava jogado na cama vestindo somente a camiseta curta do uniforme, com o braço descansando sobre o rosto. 

— Do meu irmão. De quando éramos crianças. Do Ray, de quem eu sou, quem nós éramos e o que fazíamos. Algumas coisas ainda voltam em flashbacks, sabe? 

— Sim. Pra mim também. 

— Lembro de como eu me sentia quando não lembrava de nada. Como era vazio. Mas… havia alguém de cabelo preto e sorriso triste que eu lembrava o tempo todo. 

Gerard teve uma namorada naquela época e, coincidentemente, ela e Frank tinham semelhanças muito pontuais, como essas. Talvez o tiro tivesse saído pela culatra com aquele conversa.

— Eu não sabia o nome, nem quem era na minha vida, mas sabia que era alguém que eles deveriam ter feito eu me esquecer — Gerard riu e respirou fundo, sentando na cama ao lado de Frank e puxando do chão as calças que havia tirado. — Em todo esse tempo preso nesse inferno eu não consegui esquecer você, acredita? 

Frank desejou que a luz fosse melhor para ver o rosto de Gerard com clareza agora, mas agradeceu que ele não podia ver o seu. Como ele conseguia dizer aquele tipo de coisa com a mesma voz de quem diz algo banal? Anos de agonia estavam sendo jogados na mesa entre eles com casualidade.

— Toda vez que eu morria e voltava, eu lembrava mais de você. Quando eles decidiram nos juntar de novo na banda, eu não conseguia entender nada, mas você estava lá. Diferente, mas era você.

Ele levantou, se vestiu com calma na frente de Frank que ainda não conseguia falar.

— Eu lembro que você me pediu pra fugir com você.

— Você devia ter ouvido — respondeu Frank, sem pensar. Eles haviam perdido Mikey e Ray naquela época, não tinham como fugir e deixar os fantasmas dos dois para trás, mas teria sido mais fácil. 

— Eu tenho que voltar — disse Gerard. 

— Isso vai acontecer de novo? 

— Vou tentar dar um jeito, talvez Tucker ajude. Mas não seria inteligente da nossa parte.

— Tucker? — Frank o encarou com a sobrancelha erguida, sem um sorriso no rosto. 

— Algum problema?

Frank, sem roupa nenhuma, parou em frente a um Gerard totalmente vestido com o uniforme que os assombrava. Foi um beijo simples, com os lábios apenas encaixados como num abraço. Ele gostaria que durasse mais. 

— Sem beijar mais ninguém na minha frente — sussurrou Gerard, passando a mão pelo cabelo, colocando todo para trás. 

— Não prometo. 

— Boa noite, Frankie.

Gerard sabia que qualquer mínima esperança para Frank era como o fim do mundo, ele se agarraria com todas as forças e, se desse errado, ele ficaria arrasado. Então talvez ele não devesse ter aparecido, não devesse ter ficado e certamente não deveria dizer o que estava prestes a dizer antes de ir. Talvez já estivessem velhos demais pra isso, mas agora que havia uma mínima chance dos quatro escaparem daquele lugar, Gerard precisava saber se a proposta de anos atrás ainda valia. Porque sim, ele havia sido atormentado com as memórias de alguém que amava sem saber quem era durante aqueles anos, mas de certa forma foram essas memórias que o salvaram de afundar ainda mais. Gerard havia se apaixonado vinte anos atrás ao conhecer Frank e havia se apaixonado de novo ao encontrá-lo em Draag. 

— Frank. 

— Hm?

— Você ainda fugiria comigo? 

Notes:

Espero que tenham gostado, fazia muito tempo que eu não postava nada e tbm muito tempo que não escrevia hot em português. E pra quem veio do twitter da amesmustdie, essa é pra vocês!

Obrigada.
Ames.