Chapter Text
Ela era belíssima como uma obra de arte à exceção de qualquer erro ou defeito, um real espetáculo.
Em carne, sangue e osso... Uma deusa em casca mortal.
Era alta, grande e impactante de várias maneiras diferentes, tendo 2,02 de altura do topo da cabeça à sola dos pés em um porte atlético e bem cuidado com vários excessos estonteantes em diversos ' detalhes ' de seu corpo, um corpo que quase brilhava de tão saudável e que possuí um porte bastante atlético fácil de causar inveja ou desejo àqueles ao redor; Sua pele era bem escura em uma coloração um tanto quanto densa, como uma noite estrelada que encantava de tal forma que dominava a mente e sumia com as palavras, uma visão que incitava o anseio pelo toque e até o sabor imediatamente.
Uma benção e uma maldição, agora ela sabia disso!
Membros longos e graciosos que esbanjavam vigor caloroso de si e terminava em unhas perfeitas bastante brancas, mãos e pés levemente alongados em um toque incomum de elegância vinda de nascença junto à pulsos e calcanhares mais ' condensados, ' axilas com uma camada superficial de pelo; Ombros altos que possuíam uma curva perfeita, ligados à uma clavícula expoentes que chamava atenção, desciam até bíceps torneados por constância e diligência que então, após passar por cotovelos ' quase ' afiados, ' se condensavam em antebraços um tanto quanto largos; Coxas grandes e grossas, fortes, que eram como um ' golpe ' na imaginação de qualquer um, em ardor e intimidação sem igual, músculos e carne um tanto quanto apertados contra a pele em uma visão majestosa de dar água na boca; Joelhos mais largos e canelas levemente proeminentes ao fronte pela linha central.
Uma visão que causava adoração e foco sem fim, uma graça por si só.
Costas um tanto quanto largas e notavelmente marcadas, a linha da coluna criava uma leve curva arqueada que ' subia ' junto a lombar por conta do excesso de carne na região; Abdômen forte de forma impossível de não reparar, praticamente guiavam o olhar para lá e ofereciam uma agradável passagem para mais abaixo.
O pescoço dela era um pouco grosso e longo, acabando em uma belíssima face digna de uma modelo; Um queixo levemente marcado, orelhas medianas e de aspecto mais pontudo, nariz redondinho e levemente proeminente, testa um pouco grande, lábios grossos e levemente torneados em uma cor amarronzada, lábios semiabertos e trêmulos pela respiração regular dela que exibiam dentes um pouco afiados como setas grandes, pintas levemente esbranquiçadas ao lado dos olhos aos montes em um leve subir em direção ao couro cabeludo que criava a impressão de asas; Os olhos dela eram pequenos e um tanto quanto alongados lateralmente de modo levemente feroz e intimidante, cílios longos e vividos por si só enquanto que as sobrancelhas finas com pontas afiadas eram expressivas como uma movimentação de serpente e tinham extremos exteriores pontuados por um corte finíssimo levemente diagonal.
Inesquecível e marcante!
O cabelo dela, tão negro e resplandecente quanto a pele, era estufado como uma redoma larga na forma de fios vívidos e longas mechas suavemente encaracoladas que apontavam para todos os lados de forma quase sobreposta; Um cabelo que praticamente tinha uma presença própria de tão chamativo, cobrindo o olho esquerdo da mulher junto à um pedaço de seu belo rosto.
Realmente, um espetáculo de mulher!
Um espetáculo de mulher que estava totalmente nua naquele momento!
Seios medianos, mais puxados ao grande, com mamilos em um tom mais claro de escuro de notável circunferência e pontas largas mais ' puxadas para dentro; ' Seios que incitavam a vontade de o ter em mãos, ou na boca, na forma de sonhos ardentes e lascivos.
A bunda dela era enorme, proeminente e levemente arrebitada por conta da boa forma criada pelos exercícios físicos constantes, grande e magnífica o bastante para tirar qualquer outro pensamento ou foco da mente daquele à vendo como se aqueles montes de carne magnífica fossem uma obra prima por si só que jogavam todo o resto para fora do pódio; Era uma bunda marcada nas laterais por linhas horizontais longas e irregulares como raios sobrepostos em um tom esbranquiçado, assim como o começo das coxas, algo que dava um aspecto quase selvagem e poderoso para o corpo dela.
Detalhes da perfeição mais esbelta!
Sua buceta, bastante peluda em um arco estufado cheio de pontas quase ferozes, tinha uma coloração um pouco mais clara que o resto de seu corpo, como um toque ainda mais chamativo, e possuía lábios grossos que davam água na boca e praticamente clamavam por uma examinada mais próxima; Uma buceta vibrante e até mesmo um pouco molhada, tocada em néctar doce como um vício apaixonante.
As linhas de sua genitália, que subiam em V em um quase saudar ao seu abdômen, eram bastante marcadas e um tanto quanto ' abertas. '
Um espetáculo de mulher incomparável digna do imaginário e do fantasioso.
Um absurdo!
O nome dela era Delhyla Carrisque Solyrie.
Um espetáculo de mulher que... Estava dormindo, apagada em inconsciência profunda sem sonhos e sim somente lembranças dos ' últimos acontecimentos, ' naquele momento.
Dormindo... Não por muito mais tempo.
- O... O que?!?! - Murmurou ela com fraqueza e letargia na voz, uma voz que até mesmo naquele momento era bela e envolvente como uma brisa de primavera, um ecoar agradável e caloroso digno de uma sinfonia animada. Uma voz que era uma graça divina. - O que... O que aconteceu?!
Delhyla pouco a pouco acordou e passou a se mexer em prol de entender os arredores, abrindo seus olhos para o mundo inacreditável e consumidor que agora existia à sua volta e a tomava o ser; Ela abriu os olhos, grandes íris em verde denso e escuro que cercavam pequenas pupilas marrom claro de tom levemente brilhante cuja forma se condensavam em proximidade de fenda, e reparou em seus arredores enquanto se levantava lentamente.
- Onde... Onde eu tô?! - Questionou ela para o nada ao seu redor enquanto a mente ainda se via perdida demais para recordar e juntar todos os pontos necessários, tudo ainda parecia um sonho louco passando rápido em blur por sua mente. - Que... Que tipo de lugar é esse?!
Agora sentada com as pernas juntas dobradas em V inverso e com uma mão descansando ao lado como apoio contra a superfície abaixo enquanto que a outra se via fechada em um quase punho trêmulo que descansava contra o peito em movimento dela em um leve prensar, Delhyla olhou em volta com mais atenção e reparou bem melhor quanto a todo o lugar onde estava enquanto dúvidas e perguntas enchiam sua mente.
- Que... Que loucura! - Foi tudo que conseguiu dizer frente à tudo que via, um pouco mais de força na voz que adquiria um aspecto mais firme e ferrenho como uma demonstração natural de disposição sem receios. - Isso... Estou sem palavras!
Delhyla estava em uma espécie de caverna, essa foi a primeira conclusão que chegou.
Era um cômodo irregular que lembrava uma redoma, mesmo com as laterais horizontais um pouco mais afastadas que as medidas verticais que tinham um aspecto um tanto que mais plano, era perceptivelmente grande e espaçoso, as pontas diagonais eram um pouco mais puxadas para dentro que o resto da estrutura quase como uma espécie de divisão.
No centro do cômodo havia quase que um altar criado na pedra, claramente não natural e com uma arquitetura um tanto quanto bruta e primal que servia ao propósito mesmo que sem apresentar estirpe extra alguma; A rocha subia como uma coluna grossa e resiliente, tal qual as raízes de uma árvore, que chegava à 1,10 de altura e então se tornava um retângulo plano com pontas levemente curvadas onde era possível depositar um corpo e ainda sobraria espaço até para se ' remexer ' ali em cima.
Tal ' altar ' era completamente decorado com peles grossas e quentes que decaíam pelas extremidades até quase alcançar o chão quase como bandeiras de poder e dominação de algum clã bárbaro, eram sobrepostas umas as outras para criar um espaço adequado ao repouso sem interrupção; Eram peles variadas, cuja pelagem ia desde o fino e ralo com aspecto mais bem cuidado até o estufado e longo em um toque de selvageria imutável, que vinham em diversas cores diferentes.
Vermelho escuro tal qual um vinho intoxicante, cinza como um dia que conseguiu ' engolir ' o sol, branco como a neve mais esmagadora, marrom vibrante como uma árvore cheia de vida, negro como uma sombra pesando o ambiente e também uma pelagem com múltiplas cores em si.
Ao redor do altar, e um pouco em sua base também, havia uma espécie de musgo escurecido e esverdeado um tanto quanto espesso e bem vívido que praticamente pulsava em maciez envolvente que seduzia como um aconchego carinhoso.
No teto, grossas raízes negras iam e vinham por toda parte como um emaranhado de serpentes pulsantes de tão carregadas por algo, raízes sem fim que ' apertavam ' a rocha acima.
Essas raízes eram pontuadas por caules que envolviam tudo e terminavam em flores cuja as pétalas, com formatos variados, tinham bordas escuras enquanto que o resto era colorido em um brilho fraco e suave como um detalhe ao todo; Eram pétalas com cores que brilhavam em luz apenas levemente colorida, tal luz se espalhava pelo ambiente todo como um leve iluminar com toques suaves de cor que viajava pelo próprio ar como flocos brilhantes que surgiam e apareciam em pleno ar tal qual vislumbres de mágica.
Ao centro do cômodo e entre tantas raízes, havia um outro tipo de flor estranha, uma flor de caule grosso e cor marrom denso com topo cheio de protuberâncias pulsantes como bolsas de água em tonalidade verde bem escuro que a cercava por toda a circunferência como uma juba; Era uma flor em formato praticamente oval, mesmo que um tanto ' baixo e gordo, ' com pétalas fechadas e firmes contra si mesma em uma coloração roxa densa com borda levemente puxada para um dourado bem escuro.
Tal flor vibrava, pulsava, em vida de forma regulada e calma, era como se estivesse dormindo.
As paredes eram só rocha lisa e até meio úmida, levemente brilhante em seu tom cinza que parecia lembrar o prata.
Tal cômodo só tinha uma saída ao norte, uma abertura irregular em formato de arco que dava para um corredor que seguia os moldes do cômodo e avançava tanto para direita quanto para a esquerda; à Leste, Oeste e também Sul, as paredes apenas demonstravam uma protuberância reta em formato de retângulo com borda levemente circular em altura mediana que lembrava uma mesinha.
- Eu... Isso... O que... Onde... - Delhyla sequer conseguia unir forças e atenção para forçar uma pergunta naquele momento de tão estupefata e descrente que estava com tudo aquilo, era uma situação digna de um sonho louco.
Um pesadelo corrosivo.
Ela respirou fundo algumas vezes antes de conseguir se recompor frente à loucura de sentimentos exorbitantes que era sua alma naquele momento, um jorrar de perguntas na mente.
" Onde eu tô?! "
" Porquê eu tô pelada?! "
" Eu estava dormindo?!... Por quanto tempo eu fiquei dormindo nesse lugar?! "
" O que... O que é tudo isso?! "
" Porquê... Porquê eu tô tão quente?! "
" E porquê a minha buceta está molhada e ardendo dessa forma?! "
Muitas perguntas.
Perguntas que ela conseguiria as respostas, eventualmente.
Para sua alegria e terror, espanto e loucura, em prol de sua mais deturbada alegria e viciante prazer.
Sua vida já havia mudado completamente, ela só não sabia disso ainda!
Só não havia aceitado isso ainda!!!
Mais isso logo iria mudar!
Delhyla, após a letargia do sono passar e o espanto enevoando sua mente dissipar, arregalou os olhos e abriu a boca sem conseguir dizer nada em uma feição arrebatadora; Coração disparando e corpo arrepiado enquanto a mente estava elétrica em meio aos vislumbres passados lhe tomando, a própria alma já queimava, a buceta úmida pulsou enquanto apertava o ar em um clamor ' grato e honrado ' pelo passado corrompido que já tinha saudades enquanto que os seios ardiam em igual clamor por mais daquilo que havia os devorado antes.
- Foi... - A mulher murmurou sem força na voz, puro impacto atordoante e fragilizado no tom decorado ao fundo em um pingo de jubiloso e prazeroso contentamento lhe vindo do subconsciente à contra gosto, nada mais tinha sentido ou forma ao seu redor; A mente havia sido completamente levada ' em viagem. ' - ...Foi isso que aconteceu comigo?!?!
A mulher passou a se lembrar do que havia ocorrido consigo antes de chegar ali.
Ela se lembrou da praga que havia a atacado e degenerado até a alma em devassidão e insanidade!
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A primeira coisa que Delhyla ouviu foi o uivo...
